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Luís de Camões in Sonetos V


Que me quereis, perpétuas saudades? Com que esperança ainda me enganais? Que o tempo que se vai não torna mais, E se torna, não tornam as idades. Razão é já, ó anos, que vos vades, Porque estes tão ligeiros que … Continuar lendo

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Luis de Camões in Sonetos IV


Oh, como se me alonga de ano em ano A peregrinação cansada minha! Como se encurta e como ao fim caminha Este meu breve e vão discurso humano! Vai-se gastando a idade e cresce o dano; Perde-se-me um remédio que … Continuar lendo

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Luís de Camões in Sonetos III


Aqueles claros olhos que chorando Ficavam, quando deles me partia, Agora que farão? Quem mo diria? Se porventura estão em mim cuidando? Se terão na memória, como ou quando Deles me vim tão longe de alegria? Ou se estarão aquele alegre … Continuar lendo

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Luís de Camões in Sonetos II


Erros meus, má fortuna, amor ardente Em minha perdição se conjuraram; Os erros e a fortuna sobejaram, Que para mim bastava amor somente. Tudo passei; mas tenho tão presente A grande dor das cousas que passaram, Que as magoadas iras … Continuar lendo

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Luís de Camões in Sonetos I


Amor é um fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contetamento descontente; É dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; É um andar solitário entre … Continuar lendo

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Sonetos de Vinícius


Distante o meu amor, se me afigura O amor como um patético tormento Pensar nele é morrer de desventura Não pensar é matar meu pensamento. Seu mais doce desejo se amargura Todo o instante perdido é um sofrimento Cada beijo … Continuar lendo

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