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O véu das lágrimas não cega de Fernando Pessoa


O véu das lágrimas não cega. Vejo, a chorar, O que essa música me entrega — A mãe que eu tinha, o antigo lar, A criança que fui, O horror do tempo, porque flui, O horror da vida, porque é … Continuar lendo

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Não Sou Nada ou Marcha da Derrota por Fernando Pessoa


Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo. Janelas do meu quarto, Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é … Continuar lendo

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Fernando Pessoa


Pobre velha música! Não sei porque agrado, Enche-se de lágrimas Meu olhar parado. Recordo outro ouvir-te. Não sei se te ouvi Nessa minha infância Que me lembra em ti. Com que ânsia tão raiva Quero aquele outrora! E eu era … Continuar lendo

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Talento x Multitalento


Ontem eu lia um blog muito bom e com o mesmo tema em todos os textos. Algo a la “Sex and The City”, versão paulista. Fiquei a pensar nas pessoas que leio que escrevem tão bem, conseguem expressar tão tactilmente … Continuar lendo

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Síntese


Olho para o passado e o que vejo: destroços, machucados, carros parados. Olho para o conjunto e resumo o espectro: Fracasso. E olho cada rota falha, cada fio partido, cada migalha pelo que perdeu sentido. E poderia lamentar-me. E os … Continuar lendo

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Como é por Dentro outra Pessoa


Como é por dentro outra pessoa? Quem é que o saberá sonhar? A alma de outrem é outro universo, com que não há comunicação possível, nem há verdadeiro entendimento. Nada sabemos da alma, senão da nossa. As almas dos outros … Continuar lendo

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Vendaval (Fernando Pessoa)


Ó vento do norte, tão fundo e tão frio, Não achas, soprando por tanta solidão, Deserto, penhasco, coval mais vazio Que o meu coração! Indômita praia, que a raiva do oceano Faz louco lugar, caverna sem fim, Não são tão … Continuar lendo

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Poema em Linha Reta (Fernando Pessoa)


Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo, Eu, que tantas vezes não tenho tido … Continuar lendo

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Isto (Fernando Pessoa)


Dizem que finjo ou minto Tudo que escrevo. Não. Eu simplesmente sinto Com a imaginação. Não uso o coração. Tudo o que sonho ou passo, O que me falha ou finda, É como que um terraço Sobre outra coisa ainda. … Continuar lendo

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Cartas de Amor (Fernando Pessoa)


Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras, ridículas. As cartas de amor, se há amor, Têm de ser ridículas. Mas, … Continuar lendo

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