Cap 04 – Tudo Começa de Dentro pra Fora


Os olhos pairavam sobre o texto que sempre relia quando precisava haurir forças:

Se

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar –sem que a isso só te atires,
De sonhar –sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: “Persiste!”;

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais –tu serás um homem, ó meu filho!

Um bom tempo de meditação, profundos suspiros, a página fecha-se. Selma olhava pela janela o céu nublado, ainda que claro. O poema SE de Rudyard Kipling[1] havia acompanhado-a por quase uma década. Eram como as palavras de um pai mais equilibrado e sensato do que o que tivera, com direito à mão no ombro, da filha mulher que veste a armadura pra ir à batalha mesmo contra a tradição de ser o primogênito a honrar o nome da família, representando-a na guerra… “vida longa ao rei! À rainha! À Inglaterra!”, dependendo da época, naturalmente… Selma toda a vida, sentira assim, obrigada a envergar a postura do primogênito nunca nascido, havia sido educada para ser uma dama, porém com palavra de cavalheiro, por assim dizer. A nossa versão da Rainha Virgem[2], despia-se da ingenuidade inicial de Elizabeth I, para crescer aprendendo a ter a disciplina, o discernimento, a força, a ser destemida, a cumprir sua palavra, a ter o seu próprio código moral, a estar alerta sempre, um primeiro passo à frente de contínuo, como se a vida fosse uma eterna batalha. O peso da armadura curvava-a em alguns momentos. Cansava ser a amazona. Havia cansado de sentir a vida tão vazia desse mundo tão racional, tão frio e distante que a levara a caminhos inóspitos, que havia cegado-a perante decisões importantes… O conselho da corte de Elizabeth, cabia bem aqui: casar com o que lhe apontarem, ter um herdeiro pra garantir o trono, a hegemonia do reino. Bem verdade, não tinha tido filhos, como um grito da natureza a que àquele modo de vida não valia ser passado a uma criança, nenhuma criança deveria ter sido educada com mãos de ferro como ela tinha recebido e aceitado cabalmente. A morte da mãe talvez tivesse exacerbado o coração do pai a instruir a filha para fechar-se a qualquer emoção que perturbasse seu mundo íntimo. Ele não podia imaginar que essa educação tinha cerceado-a de ter arcabouço de aprendizado emocional e o que parecera sensato fazer, tinha sido seu declínio. Selma escusava-se de todas as formas de manter qualquer compromisso que não fosse com ela mesma, até que na fuga de encarar a vida daquela forma, envolvera-se com Aníbal,  anos mais velho e a quem dera a função da figura protetora que sentia falta, mas não era suficiente, precisava sentir, mas, um sentir tangível, queria sentir mas só acreditava no que via, casara com alguém que a fizera acreditar que ela era importante, como desejava, mas não sentia, alguém que pudesse ser seu igual e esse ainda não aparecera.

Sô se vê bem com o coração. O Essencial é invisível para os Olhos.

(Antoine Saint-Exupery)

Agora, sem nenhum dos genitores, sem herdeiros, sua história era escrita em suas telas, que ainda não tinham delimitado um estilo, sua inspiração era Monet[3], eram as telas que mais lhe impressionavam, era seu sonho ter a menor porcentagem que fosse do estilo impressionista do mestre que a chamara pras artes, mas não acontecia assim, seus pincéis ainda se cercavam das sombras e dos fantasmas de todas as impressões do que vivera até então… Selma perdera-se, ou melhor, sentia nunca ter se achado, intimamente questionava-se: quem era Selma afinal? O que queria? Quais seus sonhos? Quais seus objetivos? Tinha mil aspirações, mas, o que de fato tornaria sua vida mais do que a rotina que levara até então? O que a despiria da pesada armadura da defesa constante? Da desconfiança constante que só aumentara em todos os graus e aspectos depois do casamento com Marcus… Não tinha animal de estimação, filhos ou samambaia. Que se encontrasse, se descobrisse, que pudesse repousar no melhor estilo do convidativo triclinium[4], com direito às stolas[5] leves e claras, cabeleira longa, trançada, escura, natural, levemente ondulada. Fechava os olhos e era como se pudesse repousar a cabeça desanimada no peito do seu amado, o nobre general romano em sua toga picta[6] que sempre lhe vinha à mente nessas situações… Meneava a cabeça pra dispersar a idéia absurda que não cabia no seu agnosticismo reinante. Qualquer coisa que a ciência não conseguisse provar, devia render-se às obras ficcionistas.

Sai à frente de sua casa. O ralo brilho do sol inunda-lhe num sorriso ao ver a querida amiga chegar, era Débora que estacionava seu novo carro comemorativo à nova posição na empresa. Como sócia, tinha direito agora a usufruir de algumas regalias do escritório e na vida, afinal, algo devia parecer pétalas de rosa espalhadas sobre os espinhos da vida familiar e os conflitos íntimos daquela alma dedicada às leis.

A amiga já chegava sorrindo, tirando seus óculos de sol italianos, a combinar com seus saltos de cetim, também italianos, Débora andava à moda italiana conforme a estação, os franceses e italianos estavam em roupas, bolsas, sapatos, perfumes, enfim, seu próximo sonho de consumo vagava entre um conversível pessoal, rosa, ao melhor estilo “Penélope Charmosa[7]” e uma temporada nas capitais da moda européia, gasto por gasto, o conversível tava mais próximo, afinal, o que não lhe sobrava era tempo e férias era palavra desconhecida pra ávida advogada que escalava a vida jurídica com a rapidez e o cuidado de experiente alpinista, veterano em montanhas himalaias[8], contando apenas com sua própria perícia, faro e intuição, além é claro, da exacerbada dedicação a traçar estratégias pras suas defesas, Débora era também uma amazona[9], se considerarmos a natureza guerreira dessas mulheres mitológicas.O que Selma não podia imaginar era que o motivo do sorriso da amiga lhe renderia algumas horas de desconforto mas também talvez guardasse a chave da mudança dos seus planos, no profissional, nos objetivos e no coração.

……………………………………………………………………………………..

– Pode ir tirando esse marasmo da cara porque eu te trouxe uma peça e tanto! Ria Débora.

– Ah, meu Deus! E eu deveria provavelmente ficar feliz por esse súbito presente? Devolvia o sorriso, Selma.

– Mas é um Versace[10]! Preto, clássico! Veja: sóbrio, moderno, elegante….

– E perfeito para?

Débora gargalha.

– Nada te passa despercebido, hein? Por que pra te trazer algo tem que haver um motivo?

– Porque a minha vida monástica e franciscana não combina com o “modelito”?!

– Ah, não seja desmancha prazeres! Alguém tem que te lembrar que ainda existe vida e mundo fora do seu ateliê e seus pincéis, oras!

-Sei, sei… e por que você não comparecerá sozinha? Claro, porque sozinha é que eu não estarei lá nem sei onde… Mas é lindo! Minha cara! Tu acertaste, como sempre!

– É… afinal, aprendi com a melhor!

Sorriem. Selma insiste:

– Vai me contar ou não?

– Ah, tá certo! (suspiro) você ganhou! Mas você não pode deixar as jóias da sua vó mofarem assim… que injustiça com peças tão lindas!

– Que naturalmente eu vou te emprestar alguma… Mas, afinal, do que se trata? Afinal, o recado que o boy do escritório me deu era “pra preparar a papelada”, obrigada por me considerar “papelada”! Sorri.

– Bem, vamos lá: O escritório vai patrocinar uma mostra de artes – apenas para convidados – da “honorável” Mme. Petra Augusta Marine, a marchand tableaux que você tanto fala! A festa é mais para apresentar os novos sócios: Euzinha e Ricardo, que “ganhamos” o privilégio de entrar na cota de acionistas graças aos contratos e defesas que angariamos esse último semestre que contribuiu e muito para o capital da empresa, e eles sabem disso. Então, nós fingimos ser gratos e eles fingem que não precisam de nós….(risos). O fato é que, como tudo na vida social desse mundo capitalista, uma boa ação vem disfarçada. Juntei ao motivo da festa uma ação que seria bem vista por todos como algo elegante, de bom gosto e claro, porque sabia que Mme. Petra estaria na capital nesses dias conhecendo novos talentos e ela receberia de bom grado o patrocínio para as obras e pintores com quem trabalha e naturalmente, nem de longe eu lembrei que você é fã do trabalho dela… (risos)

-Ah… você! Obrigada! Isso sim é um bom motivo! Vai até valer encontrar aqueles crápulas com quem o Marcus travava relações e que vão adorar a oportunidade de fingirem interesse por mim e minha situação quando na verdade – nós sabemos – o motivo real é atacar o Marcus. Bem, é um circo que eu dispenso, mas, temos que ser políticas, não? (risos) Vamos sim nos divertir um pouco com belos quadros, com as histórias fascinantes de Mme. Petra e todas as obras clássicas que são rotina pra ela no Velho Mundo! Você não esqueceu de sugerir a música também, né?! Como eu adoraria ouvir um quarteto de violinos!…

– Pára de suspirar porque eu não faço milagres! Alguma coisa tinha que sobrar pro Ricardo cuidar… bem, vamos ver qual é o gosto dele! Afinal, é sempre tão quieto, calado…

O ar travesso sumiu do rosto de Débora pra trazer um tom pensativo distante, leve, mas, meditativo que não passou despercebido pra Selma.

– Sempre que você fala do Ricardo, tem pausa nas suas palavras. Me fale dele.

Selma já havia percebido que algo o tal Ricardo tinha que intrigava a amiga. Seduzia-a até. Mas ela não se rendia a qualquer oportunidade de abrir as portas do coração desde o rompimento com Fábio. Os homens haviam perdido a dignidade. E ela, sentia-se na melhor posição da dama de ferro do escritório. Clientes, Parceiros de Atividade, sempre tinha algum convite sobrando que ora ela aceitava quando era abrangente aos demais e recusava quando estava explícito que era mais íntimo e sem relação com o trabalho. Mas, o que tinha em Ricardo que fazia Débora parar sempre?

– Ah, não tem nada. Na verdade, não é que ele seja uma pessoa interessante. Quer dizer, bem, ele é interessante, mas é reservado demais. Eu fico pensando quem será Ricardo na verdade…  Que fará em suas horas vagas, além é claro, de esticar-se no sofá da sua sala e ficar folheando um dos “trocentos” livros do seu acervo particular que aos poucos foi montando na sua sala, e nem me diga que homem organizado! Afinal, não é que sobre espaço na sala, mas ele consegue ser… Como direi? Sensível sem ser afeminado. De forma alguma alguém pode desconfiar que ele seja gay, não é isso, mas ele é… é…

– Ele é?

– Sei lá! Clássico! Parece que saiu de um dos livros que tem! (risos) Quer ver com quem ele parece? Colin Firth[11]! Sim, Colin Firth! Sabe? Aquele estilo de cavalheiro britânico cheio de honra, digno… Incapaz de fazer uma mulher chorar! Ah…

Sorriem.

– Acho que entendi… É ele o cara do violoncelo, né? Ele ainda toca quando está sozinho no escritório?

-Ah, não sei, acho que sim ou talvez não… Ele tomou um susto quando eu o surpreendi com um café naquela vez… Não imaginava que eu estivesse lá… Como se eu não saísse de lá! Eu moro lá e visito minha casa! (risos)

– Hum… E você foi levar café pra ele só porque já passava da meia-noite e ficaste com pena do coitadinho trabalhando até aquela hora?(risos)

– Não seja irônica! (risos) Você sabe que não é assim. Mas, tem horas que eu canso de ficar entre livros e peças, sabia?! Além do quê, precisava esticar as pernas… Ouvir um som diferente naquele lugar, àquela hora, me deu curiosidade!

– Justo você que não é fã de café vai oferecer uma xícara pro cara?! Ah, me poupe, Débora! (risos)

– Olha, você sabe que não faz meu tipo, tá?! Ou melhor, até faz… Mas, não me interessa agora. Além do quê, o que eu posso oferecer pra um homem como o Ricardo? Ou melhor, ele consegue enxergar algo além dos livros, dos Bach[12]?! Ah, ele deve ser um viúvo ou um marido que foi abandonado! (risos) E a essa hora deve chorar a mulher que o abandonou pelo namorado mais jovem e foram pra Flórida! (risos!)

– Não seja má.

– Tá, tá bom, mas, é minha forma de me manter afastada e afastar. Além do quê, eu não sou o tema, apesar da festa ser em parte pra mim… (risos)

– Tá certo.

– Agora, cadê aquela caminha gostosa que eu uso no seu ateliê pra ver a noite e esquecer o mundo já que você faz questão de parecer que aqui é um pouco Pasárgada?! (risos)

– Que bom que o meu retiro pessoal consegue ter um espaço que lhe sirva pra respirar raras vezes… E não é uma cama, você que faz o meu chaise longue de cama! Mas tudo bem, amigos são bem vindos sempre ao meu B-612[13]! (risos). Mas, como você sabe que o que ele tocava era Bach?

– Ele quem? Ah, Ricardo? Não sei. Foi o primeiro nome que me veio à mente! (risos) Respondeu reclinando-se na chaise, jogando longe os sapatos e levando o antebraço aos olhos como pra encerrar o assunto.

– Então, você já conhece a casa, fique à vontade. Eu já vou me deitar que esse chazinho de fim de noite já me entregou à Morpheu[14]! (risos) Boa noite, minha querida. Sonhe com… Bem, tenha bons sonhos.

Selma, ao melhor modo materno que abrigava seu ser, beijou a testa da amiga que estava absorta novamente sob o nome Ricardo e saiu por uns instantes dos seus pensamentos pra sorrir levemente à amiga em sinal de boa noite.

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A noite passou no ritmo atemporal do recanto de Selma. Na manhã seguinte, os pássaros do seu projeto de jardim e horta – ainda em fase muito rudimentar – despertaram cedo a Débora que já saiu para o trabalho, afinal, além da rotina habitual, ainda tinha uma festa pra concluir. Estrada, achocolatado quente e estava pronta pro seu ritmo frenético novamente.


[1] Joseph Rudyard Kipling (Bombaim, *30/12/1865 – Londres, +18/01/1936). Considerado inovador na arte do conto curto, o autor e poeta britânico escreveu IF em 1910. Nobel de Literatura em 1907, foi o mais jovem vencedor deste prêmio e o primeiro inglês a recebê-lo. O “Livro da Jângal” (The Jungle Book, popularizado pelo longa metragem Disney Mogli, o menino lobo) de sua autoria foi adotado pelo fundador do Escotismo, Robert Baden-Powell, como fundo de cena para atividades com jovens entre 7 a 11 anos, os lobinhos. Tradução de Guilherme de Almeida.

[2] Rainha da Inglaterra e Irlanda de 1558 até 1603, Elizabeth I ficou conhecida como A Rainha Virgem por causa da sua escolha de reclusão ao casamento, filha de Henrique VIII (dinastia Tudor) e Ana Bolena (a rainha dos mil dias), foi de grande contribuição no desenvolvimento das artes, marítimo, política e filosofia, com nomes que rendem até o dia de hoje como William Shakespeare, Francis Bacon e Francis Drake. A popularidade desta monarca se estende até os dias de hoje, ficando em 7. Lugar da lista de 2002 da BBC sobre os “Cem Maiores Britânicos”, mesmo que hajam divergências de opiniões quanto à real colaboração dela ao Reino, Isabel I superou todos os outros monarcas presentes na tal lista.

[3] Oscar-Claude Monet (Paris, *14/11/1840 – Giverny, +05/12/1926). O mais célebre pintor impressionista ao ponto de um de seus quadros “Impression, Soleil Levant” Impressão, Nascer do Sol (1872), ter dado o nome ao movimento Impressionismo, inicialmente pejorativo pela crítica, foi adotado por essa escola artística para a revolução nascente da pintura.

[4] Espécie de Divã Romano utilizado pelos comensais de alta classe nas correspondentes salas de jantar dos nossos dias. Cada um era colocado ao redor da mesa em apenas três de seus lados, pois o último era reservado pro serviço das comidas e bebidas que seguiam às refeições com música e dança. Em alguns textos aparece o termo klinai para este móvel, em discordância com outros que sugerem o termo para o correspondente grego, um não deixa de ser a influência do outro como muito dos gregos sobre os romanos. Nesse contexto, o triclinium seriam as três klinai postas em U ao redor da mesa do convivium.

[5] Traje feminino romano confeccionado em algodão, seda ou lã geralmente. Vestido longo e plissado usado pelas mulheres da elite romana, com apenas a túnica íntima (versão romana da anágua) por baixo. Com mangas longas ou não, tinham alças arrematadas pelas fíbulas ao ombro (broches de metais nobres como bronze, ouro). Com faixas abaixo do busto que criavam um plissado volume na altura dos seios, o adereço era o toque sensual da peça correspondente às faixas amarradas à panturrilha dos homens. À rua, deviam cobrir a cabeça com a palla ou pallium, espécie de xale que ia até os pés, que para as viúvas era o ricinium. Mulheres respeitáveis não usavam a togata, reservada às meretrizes e adúlteras. As roupas romanas eram não apenas indicativo da classe e situação social dos cidadãos romanos como o uso inadequado resultava em prisão dependendo da situação. (Fonte: Laura Ferrazza de Lima em http://bolinhas.com/historia.bolinhas?chave=7)

[6] Toga masculina bordada em púrpura decorada com fios de ouro, privilégio usado pelos imperadores, cônsules e generais romanos em triunfo. Como roupa de baixo, os romanos usavam uma túnica de linho. Geralmente as togas eram confeccionadas em 6m de algodão. (Fonte: Laura Ferrazza de Lima em http://bolinhas.com/historia.bolinhas?chave=7)

[7] Penelope Pitstop, no original de Hanna Barbera, é uma loura simpática vestida de rosa e botas brancas que participa da série animada denominada no Brasil de Corrida Maluca (Wacky Races), fugindo das armações de Tião Gavião (Hooded Claw)  que tenta matá-la e  assim se apoderar da riqueza da família Pitstop. Com a ajuda da Ant Hill Mob, a Quadrilha da Morte, Penélope Charmosa sempre sai ilesa dos planos do vilão. A marca da personagem é estar sempre ligada no mundo fashion e sempre se preocupar com a aparência mesmo nas corridas ou nas situações de perigo, sua inocência mesclada de perspicácia interage com o narrador contando os planos pra se livrar das armadilhas. Está sempre com um batom e espelho à mão pra não ser pega desarrumada mesmo em perigo.

[8] A Cordilheira do Himalaia se estende por cinco países (Índia, China, Butão, Nepal, Paquistão) e abriga o Monte Everest (8.848m de altitude), o mais alto do mundo nessa cadeia montanhosa que significa morada da neve, do sânscrito. Com 2500km de extensão e 400km de largura, é a nascente de duas das maiores bacias hidrográficas mundiais: A do Indo e do Ganges-Bramaputra  remontando sua formação a 40 milhões de anos.

[9] Nação de Guerreiras da Mitologia Grega. Com o tempo, passou a ser a denominação da mulher que exerce equitação ou de natureza guerreira. O termo Amazona tem divergência entre ser “sem seio” por cortarem o seio do lado que manejavam o arco ou como variação gentílico-iraniana para guerreira. Em 1541, Francisco Orellana afirmou ter lutado contra tribos de mulheres índias que usavam flechas e zarabatanas na região de floresta tropical que herdaria o mesmo nome na América do Sul, opinião essa contradita pelo historiador Karl Lokotsch, que afirma que o estado e o rio derivam do termo indígena amassunu traduzido por ruído de águas ou água que retumba.

[10] Marca italiana de moda fundada em 1978 por Gianni Versace. O que começou com uma loja na Via della Spiga, Milão, hoje é uma das referências do mundo fashion em roupas, acessórios, perfumes, cosméticos, decoração para o lar e jóias. Fora do mundo prêt-à-porter, o império Versace conta com o resort Palazzo Versace, na Austrália.

[11] Colin Firth (Hampshire, *10/09/1960). Ator Britânico de televisão, cinema e teatro que foi ao estrelato quando dividiu com Renée Zellweger e Hugh Grant o triângulo amoroso de O Diário de Bridget Jones, na versão para o cinema do livro de Helen Fielding. Colin tem em seu currículo, romances e comédias, exercendo diversas faces com maestria, exceto a vilania. Talvez seja hoje o melhor símbolo do cavalheiro britânico moderno que cabe nos sonhos de amor de toda jovem. 1 Indicação ao Oscar por Direito de Amar, 2 Indicações ao Globo de Ouro por Direito de Amar e O Discurso do Rei. Vencedor do BAFTA de 2010 com Direito de Amar, e mais 3 Indicações por O Diário de Bridget Jones, Orgulho e Preconceito e Tumbledown. Vencedor do Screen Actors Guild Awards com o Cast de 1999 com Shakespeare Apaixonado e mais 3 Indicações com O Discurso do Rei, Direito de Amar e O Paciente Inglês. Sua Filmografia consta 54 filmes entre 1984 e 2010.

[12] Johann Sebastian Bach (Eisenach, *31/03/1685 – Leipsiz, + 28/07/1750) foi compositor, cantor, maestro, professor, organista, cravista, violista e violinista na Alemanha, o maior nome do período Barroco. Suas obras mais conhecidas e tidas por importantes são: Concertos de Brandenburgo, Cravo Bem-Temperado, Sonatas e Partitas para Violino Solo, Missa em Si Menor, Tocata e Fuga em Ré Menor, Paixão segundo São Mateus, Oferenda Musical e Arte da Fuga além das cantatas.

[13] O asteróide onde Le Petit Prince (O Pequeno Príncipe) mora, na obra de Antoine Saint Exupéry (Lyon, *29/06/1900 – Mar Mediterrâneo, + 31/07/1944). O livro talvez seja o mais conhecido do autor, vendendo mais de 80 milhões de exemplares em mais de 400 edições, traduzido em mais de 160 idiomas ou dialetos, com esse ranking, tornou-se o terceiro livro mais vendido no mundo, depois de A Bíblia e de O Peregrino (The Pilgrim’s Progress de John Bunyan, Inglaterra, 1678) – ambas de cunho evangélico-cristão. O Pequeno Príncipe já tornou-se desenho animado, musical e filme e é citado até hoje, sendo inclusive obra obrigatória no currículo escolar em alguns países.

[14] Morpheu, o filho do deus do sono, Hipnos, Aquele que molda, que forma é o deus dos sonhos dos gregos, tomando a forma da pessoa amada e aparecendo nos sonhos. Daí a expressão “Vá para os braços de Morfeu”, expressar “vá dormir bem” ou “tenha bons sonhos”.

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