Cap 18 – Sempre Tem Alguém que Sabe


         – Selma?

– Sim?

– Eu estou em frente a sua porta, pode abrir, por favor? É Petra.

– Claro…

O tom de voz de Mme. Marine não era da simpatia habitual. Selma esquecera completamente de retornar a ligação tão envolvida ficou em resolver o caso Tales-Débora-Ricardo. Entre constrangida e surpresa, foi até a porta:

– Entre, por favor, desculpe os modos, ah… não esperava visitas… aliás, nunca espero…e por que o telefonema ao invés da campainha?

Riso sem graça, a Marchand entrou, avaliou os aposentos e perguntou:

– Podemos ir até seu ateliê?

– Sim… por aqui.

Selma não parava de passar a mão na nuca, esfregar as coxas, não tinha idéia do que teria abalado a comerciante de quadros até o Sobrado. E como de repente, sua casa teria virado ponto turístico! Todo mundo a achava! Pensou agastada.

A mulher entrou lenta mas firme, foi observando as telas espalhadas, uma a uma, tocava a textura de algumas. Os olhos de Selma corriam no quadro que estava às costas da marchand: o quadro de Tales. Aproveitou a leitura que Mme.Petra fazia de uma das obras para correr e jogar um tecido sobre sua “obra-prima”. Não teria como explicar o motivo de pintá-lo…

Longo tempo ficou examinando um a um, checou tintas, pincéis, o modo de trabalho, o ateliê, a forma como encarava a luz nos quadros. Todas as pessoas que entravam ali achavam o jardim convidativo, mas Petra estancou reparando na abóbada, na chaise ali próxima, tudo cheirava a avaliação, mas, por quê? Era a pergunta que não calava na cabeça de Selma.

– Você é promissora, Selma.

– Ah… obrigada…

– Já pensou em expor?

– Como?!

– Você tem potencial, menina, um pouco de orientação em alguns detalhes… Em quanto tempo você consegue me apresentar digamos:  vinte peças? Dependendo da receptividade, quem sabe não coloco você daqui a um tempo, claro, como abertura? Sabe, um vernissage que precise de uns novatos pra abrir a clientela.

– Uau… isso parece… isso seria formidável!

– Então, a primeira coisa é elevarmos a qualidade dos materiais que você utiliza, quem sabe arrumar um ou uma ajudante pra lhe auxiliarem de forma que você consiga se focar mais. Dois anos, Selma. Você tem dois anos pra se preparar e me apresentar as vinte obras.

Agora, mudando de assunto…

Continuava a caminhar pelo ateliê, minuciosamente, quando notou um quadro coberto na parede.

– O que é isso? Você tem um Dorian Gray[1] aqui? Gracejou puxando o tecido e ficando entre estupefata e lisonjeada…

– E não é que os artistas sempre escondem o melhor?

Selma que estava de costas vibrando silenciosamente a oportunidade virou-se e estatelou os olhos no sorriso da marchand.

– Ah…, bem, ele ficou bastante tempo por aqui… quer dizer, tempo suficiente pra… eu nunca tinha feito um modelo com pessoas…e…

– Ele pousou pra você? Isso parece tão… incomum.

-Não! Não… eu pintei depois que ele foi embora…

– De memória? Hum… quem diria… está bem realista, os traços estão certos, firmes, retratam bem e passam… passam…

Silenciou um pouco em que Selma não continha as mãos suadas que não encontravam lugar pra se esconderem, cruzou-as para trás.

– Passam?

– Sentimento. Vida. Intimidade.

– Ficaram muito amigos nesse tempo?

– Nada demais, eu acho. Bem, acho que não, quer dizer, só conversávamos aqui…

– Ele não é de falar muito, Selma.

Mme. Petra observava a pintura completamente absorta, era o que procurava! E quem diria que de certa forma, ela havia participado pra que acontecesse!

– Mas, independente da obra…

– Independente da obra, o que tem, Mme.?

– Sente-se Selma.

– Ok… E a senhora?

A comerciante continuava “bebendo” o quadro pra só depois de mais um quarto de hora ir sentar, o que deixava Selma ainda mais ansiosa, perdida e envergonhada.

– Você me convenceu Selma. Até então, eu tinha dúvidas se devia apostar em você, mas devo confessar – não pelo fato de ser meu sobrinho o retratado – que ali sim, você colocou toda a sua alma e é isso que se espera de um artista, que ele abra o seu mundo pros pobres mortais aqui fora. Se você conseguir colocar tudo isso nas vinte obras que lhe pedi… Seu lugar estará garantido em uma exposição européia, tem minha palavra.

– Nossa… estou…

– Claro que este também irá.

– Como?!

– Veja bem, Mme. esse quadro é… pessoal, não posso expô-lo! De forma alguma!

– Pessoal, Selma?

A moça corou.

– Selma, Selma.

Deu-lhe uma tapinha nos joelhos.

– Débora voltou da Europa, estes dias.

Cabeça baixa com a tapinha que dizia mais do que o silêncio permitia, respondeu:

– E ela tinha viajado, Mme.?

Levantou servindo outra xícara de chá pra si, acenando se sua visitante ilustre a acompanharia, o que foi consentido.

– Minha querida, vamos deixar o profissional de lado, agora. Eu sei de tudo.

Diante da cara questionadora do que seria o “tudo”, prosseguiu:

– Talvez você não saiba, mas, comenta-se à boca miúda que os novos sócios da firma de advocacia da sua amiga, só não foram expulsos do trabalho, primeiro, pela sociedade, afinal, compraram parte do capital, mas não poderiam trabalhar usando o nome da empresa, não fosse o fato da capacidade que ambos têm em lidar com os casos mais diversos, com sucesso. O coitado do boy quase foi demitido, ao que abriu o jogo sobre como e sob ordem de quem ele havia feito reservas de hotel, restaurante, carro sem solicitação autorizada… O rapaz, o tal Ricardo, assumiu a responsabilidade, os gastos e pediu sigilo para que Débora não ficasse sabendo dos detalhes e que se empenharia em trazer o dobro de contratos do ano anterior, aumentando o capital de todos, sem ficar com nada pra si, em troca que sua amiga ficasse incólume e ignorante do assunto.

– Bem, não podemos dizer que ele não a ame, de certo…

– Selma, Tales sabia que tinha errado;  sentiu-se aliviado com a chegada súbita do outro mas, E SE ele estivesse feliz? Se Débora estivesse feliz? Você envenenaria a vida deles, decepcionaria Ricardo, demitiria o boy, tudo por uma leviandade, Selma? Como eu posso confiar em alguém com “esse profissionalismo”?

– Bem, eles… ah! Não se amavam! Tinha sido tudo fruto do sei-lá-o-quê! E quanto a Ricardo está claro que não se arrependeu e pelo visto, ela também não deve estar arrependida ou já teria corrido pra cá pra chorar as mágoas como faz sempre! Some quando está “de cacho” e quando leva um fora vem correndo! Como se minha única função fosse consolá-la! Como se eu não tivesse meus próprios problemas!Disse agastada, levantando-se, gesticulando febrilmente, justificando-se.

Petra segurou-lhe pelo pulso e puxou-a de volta ao assento:

– Minha querida, não há problema em amá-lo, você não pode lutar contra um sentimento, nem eu estou lhe recriminando… Mas estou pedindo – como amiga – que reveja suas ações.

Selma começou a soluçar, pôs as mãos no rosto tentando esconder as lágrimas abundantes. Limpava incessantemente os olhos que de nada adiantava.

– Eu… eu… ah! Se você soubesse!

– Então me conte!

Selma narrou as coisas boas, os momentos bons, algumas situações que levavam-na a pensar se seu amor era recíproco, falou do lírio, da caminhonete, do arranjo que Leonardo trouxera da floricultura sem pagar. Falou que sabia agora, do fato de ser primo do ex-marido – e nisso demonstrou a raiva que não tinha ido embora sobre a mãe do rapaz – que imaginava como seria complicado, que não tinha comentado com ninguém e tinha Júlia e essa tal irmã que ela não fazia idéia e foi vomitando tudo que não falava a ninguém, inclusive sobre o tio.

Petra ouvia com atenção, afagando-lhe os cabelos eventualmente. Acreditava na sinceridade das palavras de Selma, mas de quê adiantaria diante da realidade dos fatos? Analisava. Não imaginava o sobrinho indo contra a mãe, mas, se fugira de tal modo, duas vezes pra Europa, quando era sabido que ele era apaixonado pelo Brasil e estendeu sua permanência – apesar de todas as chances de sucesso profissional que tinha – apenas até concluir o curso, era porque aquilo o perturbava. Nunca tinha visto Tales tomar uma atitude precipitada como tinha sido conhecer Débora numa noite e ao fim convidá-la pra morar na França. O mutismo estava acima do habitual dentro de casa, as cenas que Marcus proporcionava eram irritantes até mesmo pra ela, quanto mais no lugar dele! A tia do rapaz examinava todas as circunstâncias e sabia que o que tinha pra dizer a Selma não era exatamente o que esta queria ouvir.

– Minha querida… olha, eu não posso lhe dizer faça ou não faça, espere ou não espere, tenha ou não esperanças. Eu sei de uma coisa:  é no mínimo de desconfiar que ele sinta sim algo por você pra perturbá-lo ao ponto dessas atitudes, por não conseguir se livrar mesmo indo pra longe, se ausentando tanto tempo! Mas devo e vou lhe dizer:  não vai ser fácil, viu? O Marcus… O Marcus tem estado lá conosco vez ou outra e vou lhe dizer que só quem tem paciência com ele é a Mércia, porque eu… Sorte a dele que eu estive bastante ocupada nesse meio tempo! Está na cara que ele se aproveitaria de qualquer um que servisse pra ele de alguma forma… Seu tio não deixa de ter razão em se preocupar com você… Isso até me fez decidir que não volto tão cedo a morar no Brasil, o Embaixador que me perdoe ou vá pras cucuias!…

Nisso, Selma suspirou ao lembrar as palavras do tio quando o encontrou aquela noite, visivelmente abatido e convidado a entrar na eternidade: “Minha filha, perdoe o jeito… é coisa de gente simples, sabe? Dinheiro traz muita coisa, menos, fino trato… e eu nunca tive filhos, quiçá filhas! Não sei como falar com as mulheres… veja Joana!  Me ajuda tanto e eu sou incapaz de dizer obrigado pra ela! E que ela não me ouça – riu fracamente – mas uma coisa eu lhe digo: Se afaste dessa família! Eles são venenosos pra você…” A conclusão do tio já saíra sob as ordens expressas do médico de repouso.

– … e a Mércia tá…, coitada! Enrodilhada por esse sobrinho novo que tanto a lembra do nosso pai, isso que a mata! Se sente culpada por ter sido uma tia ausente enquanto ele ficou órfão cedo e tal… E as resoluções dela são categóricas, viu? Você teria mais chances comigo como sogra! Riu pra desanuviar o rosto entristecido da moça.

– Obrigada. Fica bem mais fácil, quer dizer, menos difícil quando sabemos o que se passa do outro lado…

– O que você tem a fazer é pegar todo esse sentimento aí e aplicar em algo positivo! Esqueça e perdoe Mércia… ela… ela não é mais a mesma depois que enviuvou… sente muita culpa, acha que podia ter feito algo pra que o marido não se afundasse na depressão do jeito que foi e fica assim: sustentando esse museu, que graças à sua permanência aqui, agora, poupa gastos e trabalho e ainda arrasta o menino junto lembrando o que o pai ia dizer e tudo mais… Vou lhe dizer:  ser filho de ouro daqueles dois dá trabalho! Eu sempre falei que exigiam demais do menino, ainda mais de um menino que nunca deu dor de cabeça, meu Deus!

Vamos fazer assim? Pegue esse amor todo, aponte na direção certa, que agora é o seu trabalho, aproveite a oportunidade de recomeçar a vida sem precisar depender de um casamento pra brilhar, você não precisa disto, nenhuma mulher precisa, enxugue as lágrimas, lave o rosto e recomece! Recomece brilhando! Seu tio, pelo que você disse é um homem simples, mas foi lá prestigiar a minha mostra, ainda que fosse pra lhe ver, então, vai ficar orgulhoso de ver que você está equilibrada e que ele não precisa se preocupar. Está bem assim?

– Você… você podia me dar notícias dele de vez em quando?

– Pra quê isso Selma? Em quê isso vai lhe ajudar? Por que você não se distrai? Permita-se viver! Olhe pros lados! Não tô dizendo que é pra você tirar Tales do seu coração, até porque isso não é questão só de decidir e pronto, se fosse, tenho certeza que você já teria feito uma faxina…

Selma deu um sorriso amarelo de canto de boca. Mme. segurou seu rosto, levantou-o e disse:

– Vá, levante-se e vá lavar esse rosto, nós temos que encontrar novo material pra você e quero lhe apresentar algumas pessoas que podem contribuir pra que você faça um bom trabalho. Arrume-se!

Enquanto Selma obedeceu, passiva e mecanicamente, sentada no ateliê a tia de Tales fitava a abóbada sobre sua cabeça e suspirava… como queria ter algo pra ser mais útil, mas não tinha nada.

Saíram, adquiriram novos pincéis, tintas, telas. Conheceu pessoas que faziam artesanalmente as molduras, a secagem da madeira pra não empenarem, os tecidos, gramatura, número de fios… Percebeu que as técnicas aplicadas interferiam no resultado final, fazendo com que o mérito não fosse apenas do pintor, porque ali, todos eram, cada um em sua função, artistas. Com o passeio, foi mais fácil de ir desanuviando, afinal, parte da sua vida era aquilo ali, foi se revigorando, se enchendo de luz, lavando a alma, mas alguns pontos estavam cravados: Como se inspiraria justo no que fugia? Como produzir um trabalho com a qualidade que Tales tinha dado àquele retrato se nada tinha dele? Como culpar a Júlia e largá-la naquele orfanato quando a menina demonstrava tanta desenvoltura? E algo tinha que ser feito pra proteger a todos da ensandecida meia-irmã. Sobre os dois últimos pontos, esperaria o tio melhorar:  tinha fé de que melhoraria mais pra que pudesse cuidar do assunto. Quanto à inspiração…

Seguindo no Trem Azul

Cleberson Horsth e Ronaldo Bastos

 

 

 

Confessar / Sem medo de mentir / Que em você / Encontrei inspiração / Para escrever… / Você é pessoa que nem eu / Que sente amor / Mas não sabe muito bem / Como vai dizer… / Te dou o meu coração / Queria dar o mundo
Luar do meu sertão / Seguindo no trem azul… / Toda vez que for assoviar
A cor do trem / É da cor que alguém fizer / E você sonhar… / Não faz mal
Não ser compositor / Se o amor valeu / Eu empresto um verso meu / Prá você dizer… / Só me dará prazer / Se viajar contigo / Até nascer o sol / Seguindo no trem azul… / Te dou o meu coração / Queria dar o mundo / Luar do meu sertão
Seguindo no trem azul… / Vai lembrar / De um cara como eu / Que sente amor
Mas não sabe muito bem / Como vai dizer… / Só me dará prazer / Se viajar contigo / Até nascer o sol / Seguindo no trem azul / Uh! Uh! Uh!… / Te dou o meu coração / Queria dar o mundo / Luar do meu sertão / Seguindo no trem azul / Seguindo no trem azul…

 

 

Concluíram tudo e dali Mme. Petra abraçou sua pupila:

– Boa sorte, minha querida!Eu acredito em você! Sei que vai conseguir! Vamos manter contato, fique à vontade, o que eu puder lhe dizer, conte comigo. O que eu não souber, você vai ter que achar o caminho sozinha.

Sorriram, Selma baixou os olhos, estava enternecida com a atitude de Mme.:  não imaginava esse outro lado da marchand. Uma dúvida saltava no seu coração:  falaria o que pudesse sobre trabalho ou… sobre “tudo”? Não ousou perguntar.

– Então, você já vai viajar?

– Amanhã. Nossa despedida, é agora. Sorriu.

– Posso pedir uma coisa?

– Ai, ai, ai! Sorriu.

– Dê um forte abraço nele por mim quando chegar lá? Não diga que é meu, apenas, transmita meus sentimentos, sim?

Petra olhou entre perdida e envolvida com o sentimento que Selma transparecia pelo seu sobrinho. Por que as coisas tinham que ser assim? Essa era uma pergunta que só a vida e o tempo poderiam responder, se respondessem.

……………………………………………………………………………………..

 

Longe dali, Ricardo entra no gabinete de Débora e a encontra com a caixinha do anel de noivado na mão. Fecha a porta, abraça-a pelas costas, recosta o queixo nos ombros dela e pergunta:

– Tem alguma serventia? Eu não pretendo usar… Gracejou.

– Pelo contrário!!! – riu. Estava justo pegando pra colocar no lugar que sempre foi dele: lixo! Só não quero poluir a minha sala… já sei!

Discou o ramal da recepção e chamou o boy, quando este chegou, estendeu-lhe a caixa:

– Por todas as minhas rabugices que você já aturou.

– Que é isso, d. Débora! Imagina!

Sem adulações, vai! Eu sei que sou insuportável de vez em quando! Dê pra sua mãe, namorada, enfim… faça o que quiser.

Quando o rapaz saiu, Ricardo interrogou:

– Por que você guardava? Esperanças de voltar a usar?

Débora riu do ciúme do namorado.

– Eu ia mandar fazer uma espécie de totem, placa, troféu, enfim, algo que me lembrasse o caminho que eu nunca devo retomar.

– Uau… e agora? Doou por quê?

– Porque eu não preciso mais ser lembrada disso. Sorriu beijando-o.

– Débora, não me responda agora, mas pense: gostaria de recomeçar em outro lugar, montar sua própria firma? Não diga nada agora, pense. Beijou-a na testa, sorriu e saiu: tinha clientes pra visitar.

A moça ficou ali pensativa… sempre quisera sair de perto da família, Ricardo não comentara mas os boatos corriam nos corredores sobre o acontecido, ela perdera a imagem que tanto lutara pra conseguir, apesar de ter deixado a mulherada morrendo de inveja da atitude apaixonada do sócio mas, até que ponto valiam regalias daquele porte? Uma corrida louca a troco de quê? Arrumou a mesa e resolveu que tiraria a tarde de folga. Nunca tinha folga, aquela tarde seria a primeira.

 

 


[1] O Retrato de Dorian Gray (The Picture of Dorian Gray, 1981). Obra do escritor irlandês Oscar Wilde, conta a história do jovem de estonteante beleza, na Inglaterra aristocrática e hedonista do sec. XIX que retratado pelo pintor Basil Hallward e seduzido pelo veneno que lhe injeta Lord Henry Wotton que presencia o retrato, afirmando-lhe que tudo que Dorian tinha ficaria ali no quadro e com o passar do tempo, ele em si, só teria “derrotas” quando a beleza não lhe pertencesse mais, exclama com tal desejo que daria inclusive a alma, pra ser sempre aquele retrato, que o consegue. A maldição da história fictícia é que o rapaz nunca deveria olhar seu quadro, ou mudaria de lugar com ele, de forma que o conserva no sótão sempre coberto.

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