Abertura – Poema da Espera Eterna


Eu te esperei na montagem de todos os dias, por todas as eras

Eu te esperei quando faltava o sol e quando a chuva não vinha

Eu te esperei nas cores do espaço entre os anjos e as trevas

Eu te esperei quando nada em teu quadro “espera!” dizia.

Eu te esperei porque és minha raiz, minha força, meu arvoredo

Minha luz e minha sombra, o lírio em desafio à minha monocromia

Eu te esperei porque amar-te é o desassossego em meu aconchego

Que eu deveras anseio, rabisco, disfarço, refaço todos os dias.

Eu te esperei desenhando sonhos, sem saber o que me aguardava

Eu te esperei até reconhecer a vida plena nos teus olhos castanhos

Eu te esperei quando sem nota, sem pauta, tudo e nada “espera!” falava

Eu te esperei serena e agitada na tela borrada do meu desencanto.

Eu te esperei porque amar-te é a base da minha vida

Eu te esperei desde os tempos pintados mais remotos

Distante, te esperei no crescer e no folhar da minha melodia

Ainda que meus caminhos construídos outros achem tortos.

A quem acreditou que eu podia,

Dedico.

 Carmen Gonçalves – Manaus,2011.

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