Amor (,) sou eu!


Hoje eu quero falar sobre Amor! Essa palavra doce, mágica, pela qual todos ansiamos e em nome da qual tantas lágrimas rolam de felicidade mas também de tristeza.

Uma vez, alguém me perguntou: “-Qual é a sua missão no mundo?” Eu não entendi a essência que a pergunta carregava, ou talvez estivesse tão apática da vida e na vida, que não compreendesse. Ele insistiu: “-Quando você pensa o que você tem que fazer neste mundo, o que você sente? Qual é a sua missão aqui? Para o quê você nasceu?”

“-Amor!” eu respondi. Prossegui: “Eu não sei como, eu não sei dizer o quê exatamente, mas a única resposta que me vem é que a minha missão é Amor.”

Foi amor que direcionou aquela pergunta. Foi amor que me fez aceitar que ele também fosse cumprir a missão dele em outro continente. Ele sabia a missão dele e foi atender. Eu não sabia ainda o quanto ele seria importante e amor na minha vida.

Mas é preciso que algumas coisas vão para que outras venham. Amor não se trata apenas de um relacionamento romântico. Amor é aquele tesão criador que pomos em cada ação que nos realiza, que nos plenifica, que dá sentido à nossa passagem por este planeta.

Amor está em enxergar o outro em sua subjetividade, em suas idiossincrasias, em seus modos às vezes engessados, em seu humor às vezes desconcertado…rss Amor está em ser enxergado pelo outro, está no ouvir com dedicação o que está nas palavras e o que não está.

Naturalmente não acertamos sempre. Como lemos o outro a partir de nós, corremos sempre o sério risco de lermos errado. O importante é entender quando cometeu o erro e saná-lo como for possível, mesmo que isso queira dizer “me perdoe, eu não farei mais isso, eu respeito o seu espaço”.

Amor também tem a ver com deixar ir, lembram? Amor é lutar por permanecer com quem quer permanecer, mas se libertar de quem quer ir. Amor é ter o seu próprio jeito de dizer as coisas mas escolher uma outra forma de dizer, porque do seu jeito pode não soar bem à personalidade do outro e é melhor contornar que enfrentar o que é irrelevante. Há muito mais pelo que lutarmos e que vale a pena os enfrentamentos que se perder em picuinha pra deixar o ego prevalecer.

Amor também é lembrar com saudade e ser feliz pelo vivido, pelo experenciado e enviar luz ao que é amado! Amor é saber a hora de aterrisar. Amor é saber se conduzir para não falhar. Amor é essa alegria às vezes expansiva, às vezes tímida. Amor nem sempre é texto ou narrativa, às vezes é pausa e entrelinha. Amor é fazer dois cafés porque o outro não é obrigado a gostar do que eu gosto. Amor é (auto)cuidado ao pensar em cuidar. Amor é não mimar. Amor é saber quando agir e quando parar. Amor é tempo e o tempo é uma questão de referencial… amor é probabilidade. Amor é “brincar de elétron”. Amor é compartilhar a compreensão de uma piada. Amor é divino! Divino é olhar nos olhos quando conversa, à mesma altura, sem autoridade. Amor é perguntar com sincero interesse em como o outro está. Amor é o bem desejar.

O rio. Sempre a imagem do rio: que flui e que nunca é o mesmo ao nos banharmos pela segunda vez. Amor é navegar, amor é fluir, amor é criar, vivenciar, proporcionar, gerar.

A essa altura, talvez já estejam curiosos se eu cumpri minha missão. Digamos que venho cumprindo. Foi amor em cada partida e retorno da minha filha. Foi amor cada noite em claro estudando. Foi amor cada gentileza não pedida mas realizada. Foi amor fazer as pazes comigo e a partir disso, com os outros. Foi amor entender que eu sou. É amor entender que cada um é. É amor vibrar que todos sejamos a plenitude de nossos potenciais. Isso sou eu. Eu sou Amor. Eu sou minha missão. Eu sou a fênix renascida, a fênix da lágrima que cura, das asas flamejantes, a que resgata quem se perdeu sem arrastar, mas iluminar, chamar.

O amor está em cada respiração, em cada pulso, em cada instante quântico, em cada reverberação do meu ser. Minha missão é viver: eu sou e estou aqui e agora. Pois a única permanência é a certeza da dinâmica da vida. Viver é crescer. Só se cresce se amar. Cresce a planta, cresce a cria, cresce a alma! E flui, flui com tal natureza que a resiliência se torna natural. Não é por ser forte demais, é por saber o que vale me mudar e o que vale desviar.

Muitos eventos refletidos nesta manhã me trouxeram a este texto. Muitas observações sobre os muitos olhares de várias pessoas que conheço. Amar. A(o) mar! Amar é navegar, amar é remar, amor vale a vida (e não a pena!), “amor-tece-dores” (eu falei que era um humor desconcertante ou desconcertado…rss). Amar é voar. Amar é ser. Amor sou eu! amor, sou eu.

Sobre Carmen Goncalves

Entusiasta da Arte de Escrever!
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