Mulher Esqueleto I


Eu sou a mulher esqueleto

Por meu Pai exilada

Dada a tristeza dada

No mar sepultei-me.

Mágoas e dores

Sonhos rasgados

todo amedrontado

Como fios puídos

à morte dei-me

em abraço.

Juventude passou

resiliência veio

sorte me fisgou

emergida, vejo.

Não sabendo viver

no novo tempo

alinhei-me ao laço

crivado dentro.

Eis a noite chega

vem o alvorecer

paciência tambor rufeja

Canto voltar a viver.

 

Sobre Carmen Goncalves

Entusiasta da Arte de Escrever!
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