Meus e Teus


Os olhos que eram teus,
De doces, ficaram tristes.
De esperança, vertem saudade.
De alegria, brilham tristeza,
Porque te foste.

Os lábios que eram teus,
De macios, ficaram amargos.
De sorrisos, movem ao contrário.
De mordidas, engolem soluços.
Porque não voltas.

E de tanto acostumar-me
A teus braços em mim,
A teus beijos, tão meus,
Ao teu gozo, tão fértil…
Prostro-me aqui,
Revendo teu adeus.

E acordo perturbada
Pelos sonhos em que estás,
Pelo momento fugaz
Que te acho, enganada.

Não importa que me queiras,
Não importa se foi ou é,
Caio aqui, calada.
Vendo e sentindo o teu estar.

O teu estar que era longo,
O teu calor, meio tristonho,
O teu existir que viveu em mim.

E agora, não importa onde,
Por agora, não pensa “quando’s”
Sabe que te perdeu.

Sobre Carmen Goncalves

Entusiasta da Arte de Escrever!
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