Chuva Atrasada


Nunca nesta terra que nasci
Pareceu-me de chuva precisar
Pois ela que tudo vinha alagar,
Não deu mostras de míngua
Até esse ciclo começar.
Pois eis que depois de muitos dias
Sem que de sua graça desse mostra
(ainda que às vezes fizesse proposta)
A chuva decidiu nos presentear
Ventos sacudiram redes com criança,
Levantaram telhas, fizeram lambança,
Dizem que veio para castigar…
Eu digo que veio me refrescar!
O estrondo no telhado lembrou
O rufar à guerra, do tambor
Chamando índio para ir pescar!
Indício de mudança a chegar!
Chuva, amiga minha
Não vá devagarinha
Longe “assombrar”
Fica, te demora
Não quero ver a hora
Que vás outro molhar.

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Sobre Carmen Goncalves

Entusiasta da Arte de Escrever!
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