50 linhas…


Tenho uma alma costurada,

rachada, com fissuras abissais…

a maternidade é um fio de contenção,

mas a minha alma me busca para emergir.

Cresça, sem perder a ternura.

Cresça, sem perder a jovialidade,

um pouco da inocência, da esperança.

Cresça, sem embrutecer como o mármore.

Cresça para ser um carvalho.

Deixe que pessoas marquem o nome em você,

Mas sem sangrar como uma seringueira.

É bom crescer.

Eu me aprecio mais agora,

como vejo o mundo agora,

como enxergo as pessoas agora.

Cresça e venha apreciar o mundo de cima:

acima das futilidades, acima das devassidões,

acima dos conglomerados de coisa alguma,

mas tendo atravessado todos eles e chegado aqui.

Cresça, sendo imortal, mas sabendo ser humano.

Eu amo você.

Eu amo cada parte da humanidade que me mostra doçura.

Minhas fissuras anseiam por doçura.

Eu já quis a sua vida. Eu já quis outras vidas.

Não mais.

Eu amo minhas rachaduras abissais.

Possuem a beleza da sabedoria que o tempo me concedeu.

E enxugo as lágrimas de cada um que acha que já viveu tudo.

Não vi o tudo, mas vez ou outra o tudo me chama para uma dança,

faz-me rodopiar pelo salão da vida, aos olhos do tempo.

O tempo é o chão. O tempo, meus caros, é uma ilusão.

Mas eu tenho caminhado através dele e olhado vocês.

Mostre-me como você faz. Deixa-me rir da tua inexperiência.

Ainda não decidi como vou fazer com você.

Ria das coisas simples e me mostre como seu sorriso é doce.

Eu me alimento da sua inocência, e o meu sangue deixa de petrificar em mim.

Deixa-me bailar contigo, e te mostrar a vida pelo caleidoscópio da emoção.

Te mostrarei a dor e como ela arde… se sentirá vivo.

A redenção é uma arma. Não existe redenção.

Existe você e eu olhando do topo do mundo.

Você adora a beleza desconhecida que a dor me esculpiu.

Uma batata quente que não sabe conter mas quer jogar.

Deixa-me olhar você: uma criança que não sabe conversar.

Tenho escritores e pensamentos demais em minhas frases

e você quer brincar.

Eu tenho uma brincadeira que você vai gostar,

vamos começar aos poucos.

Sorva um pouco da minha dor e começará a viver do lado daqui,

Seus pés tocarão incertos um pouco da minha solidão,

e eu te mostrarei a imortalidade.

(Inspirado na trilogia “50 Tons…” de E.L.James)

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Sobre Carmen Goncalves

Entusiasta da Arte de Escrever!
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