Dor de cada Despedida


Cada vez que ela parte
É uma dor que dilacera,
Erupção que me supera,
Dor que não se abate.
Ela parte e esperá-la vir
É espinho cruciante,
Que rasga alucinante
Por não saber o devir…
Que será de nós, princesa?
Todos os nossos sonhos,
Desejos de reencontro,
E do ódio que nos anseia?
Como nos livraremos
Amor de minha existência,
Viver toda a penitência…
Até quando cederemos?
Mas espera flor da juventude,
Toda nossa dor e lágrimas
Ainda que pareçamos párias,
Converter-se-á tudo em virtude.
E um dia juntas, filha, verás
Que a eternidade é beleza
De desconhecida natureza
Para o que deixarmos para trás.

Sobre Carmen Goncalves

Entusiasta da Arte de Escrever!
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