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Silent Mess, Silent Effort


Into my own mess, my efforts may so aligned words, points and papers.

Have you saw me through all this way?

Do you know have touched me in my essence?

May have you permissioned me touch your wings, poor fallen angel.

Have I messed your mind and imagination?

Have you thought on me in your silent nights?

(in spite of screams of doubts who you are, in yourself?)

You didn’t fall. Had lost some heaven shine but no fell.

When you introduce yourself to me, when I heard the holy song adoring the High Family…

Have we been predestined until this meet?

Therefore I fell. Fell in love into you, deeply and largest way.

What is waited to us? What is the time, the faith, the life?

What have been done of us?

Keep me into your silent embrace. Sustain me by your will for me.

Make me lay down under your guard in peace.

Rescue me from me.

Through all my mess… see me in truth.

As I desire you with every single and clear look and smile to me.

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Depois da quarentena


Atravesso os medos

Para encontrar-me contigo

No espaço tão nosso

Onde o momento é maior que o poema

E a realidade é mais que a idealização.

Assim aguardo.

Na escrita do silêncio do meu quarto

Imaginando horizontes além

Onde não haja listas a serem cumpridas

Onde eu sou eu e você não se limita a outrem.

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Sol da Meia-noite


Me guarda no teu abraço como o sol da meia-noite

Já que ele eu só acho

Após tempos de afastamento torpe.

Quando o perto é doce

Mas também angustiante

Pois o recato mora sobre

O desejo crepitante.

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Outro diálogo com Pessoa


Os Realistas e os Românticos

Os realistas fazem as pequenas coisas e os românticos as grandes. Um homem tem de ser realista para poder gerir uma fábrica de tachas. Tem de ser romântico para gerir o mundo.
É necessário um realista para encontrar a realidade; o romântico é necessário para criá-la. Napoleão é apenas um poeta, Cromwell um entusiasta, César um retórico.
A distância entre Henry Ford e John Milton é sempre maior no comboio de regresso.
A realização é a morte, porque é o fim. Os românticos são sobrevivências, encarnações perpétuas de si próprios.

Fernando Pessoa, in ‘Heróstato’

Pois eu…

Acho que todas as vezes que matei o romantismo em mim… eu morri também.
Existi sem viver.
Para minha sorte, a graça de reencontrar beleza na Vida, grandeza nos pequenos e discretos milagres diários… me renasceu melhor.
E também realista.
Equilíbrio… o necessário equilíbrio!

Carmen Gonçalves

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No entardecer


Quando o Sol beija a Terra

Com seu jeito tristonho de até amanhã

Quando o brilho ressentido no vidro da janela, chora o adeus..

Eu te sinto aqui.

Eu me sinto em ti.

Quando o crepúsculo ameaça descer

A abóbada celeste a escurecer

As estrelas são lágrimas de saudade.

Fecho os olhos e te vejo em Arte.

Um abraço invisível a romper a solidão,

Um amor indizível a flertar com meu coração,

Eu me sento e rezo,

Pondo a Deus, em suas mãos.

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Fotografias


Tocava a música “Photograph” de Ed Sheeran, mas na versão Boyce Avenue (que prefiro!). Corri para ver a letra da canção.

Basicamente, os compositores falam da dureza da vida e como um momento congelado em uma fotografia guarda o poder de nos manter inteiros e atravessar qualquer tempestade.

Uma fotografia de amor.

Uma fotografia feliz.

Uma imagem com poder de memória, de ressuscitamento, ressuscit-ação.

Curiosamente, a Língua Portuguesa guarda ambos os vocábulos, um com caráter de estado e outro de movimento, passivo que alguém o faça e ativo trazendo de volta à vida, contrapartes sizígias. Não haveria ação sem aquele que a recebe.

Lembrei do tempo das máquinas fotográficas e a chance – às vezes, única – de registrar algum evento, sem a visão antecipada se “ficou bem/ficou bom”.

Bom era ter o registro. Registro é história. História é aprendizado. É a vida que delineou o atual momento.

Minha filha tanto insistiu que ganhou do avô uma polaroid. Obviamente, só o avô poderia fazer isso: era de sua geração o êxtase da espera da revelação e a nostalgia da surpresa que podia vir de uma sala escura de tratamento da química própria ao registro colorido ou não, do papel, do cheiro, do brilho…

Aquele brilho que devia ser logo posto em um álbum para evitar que dedos desajeitados manchassem a lembrança.

Em tempos de isolamento social, temos encontrado algumas fotos “reveladas”… minha filha mal reconhece os familiares, compara-os com as fases atuais, toma medidas. Admira, rejeita…

Observo a influência daquele passado, daqueles registros sobre ela agora, a impressão subjetiva-emocional, pela impressão química.

Tempos diferentes. Tempos de outras uniões. Tempos que ela não viverá, talvez, nunca.

Histórias de vida são rios. Nunca são o mesmo instante após instante.

A mágica de sermos e de estarmos, que evoca o presente (estado), presente (tempo), presente (dádiva). Que nos diz que só temos o agora. Que em tempos de surto viral, toca a vulnerabilidade do momento, da vida.

A fragilidade que enriquece. A fragilidade que brilha, que aquece, que abraça e que pode dar adeus.

Lembrados, morte a morte, próximos e nem tanto, de que passamos. Como o rio, nos tornamos história.

Que história você tem deixado para quem olhar suas fotografias?

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No Espaço Entre… por Kitty O’Meara


Crisis, a tipping point
like lightning,
strikes and divides
what wisdom may bind,
beyond words
(in the space between) if
we choose, and choose,
and choose climbing, descending
into the tangled forest of
no and yes.

Crise, um ponto de inflexão,

como um raio

que golpeia e divide

o que a sabedoria pode limitar,

além das palavras

(no espaço entre).

Se nós escolhermos e escolhermos

e escolhendo a subida, descermos

ao interior da floresta emaranhada de

não’s e sim’s.

 

Or we could reject
aching discernment,
take solace
in the withered arms of
scorched earth, accept
paths known, every step, eyes closed,
taking up with all the old evil,
abandon struggle and what
may lie beyond, remain rigid,
lying
on the angle of
repose.

Ou poderíamos rejeitar

O discernimento doloroso,

Nos consolarmos

nos braços secos da

terra queimada, aceitar

caminhos conhecidos, cada passo, de olhos fechados,

assumindo todo o antigo mal,

abandonar a luta e o que

pode estar além, permanecendo rígido,

mentindo na zona de conforto.

 

Hanging together, falling apart,
in the middle, in the balance,
neither here nor there,
having left and not arrived,
farewells spoken, greetings awaited…
walking with questions, eating questions, sleeping
not sleeping with questions
(in the space between) nothing
and all, after lightning
before thunder.

Suspensos juntos, caindo separados,

no meio, em equilíbrio,

Nem um ou outro.

Tendo partido e não chegado,

despedidas falam, saudações são aguardadas …

caminhamos com perguntas, mastigando-as, dormindo

sem dormir, com elas

(no espaço entre).

Nada e tudo

depois de um raio,

antes do trovão.

Our home is on fire;
let it burn. We knew
there was no returning.

Trees split and charred
may grow again, but
surprising and primal…
scarified and sacred,
the only way
some seeds can grow.

Nossa casa está em chamas;

deixemos queimar. Nós sabíamos

que era sem volta.

 

Árvores partidas e queimadas

pode crescer novamente, mas

espantosa e essencialmente…

após serem atormentadas e santificadas,

é o único jeito

para algumas sementes crescerem.

 

Let us try. Not for paradise
but for gratitude now
(in the space between).

Here, in the infant
forest, while the gift
of days
deepens our listening
nurses new visions
tender and green
(in the space between)

Deixa-nos tentar. Não pelo paraíso

mas por gratidão agora

(no espaço entre).

 

Aqui, na criança primitiva,

enquanto a dádiva

dos dias aprofunda nossa atenção

Novas visões de cuidado macio e verde (no espaço entre).

We’ll take the broken
parts, the ashes and death,
the questions and loss,
tilling in our soft dreams and
spreading wide the
fans of fertile hope
like stars at our feet.

Nós pegaremos as partes quebradas,

As cinzas e as mortes,

as perguntas e perdas,

cultivando nossos suaves sonhos e

divulgando amplamente,

ventilando esperanças férteis

como estrelas aos nossos pés.

Publicado originalmente em: The Daily Round de Catherine (Kitty O’Meara)

Título: The Space Between

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O Beijo de Judas


Essa noite eu tive um sonho, com várias pessoas que já estiveram em minha vida, em diferentes papéis, cujo ponto em comum era o de, em algum nível, ter me causado algum receio/desconfiança/decepção.

Mas destes, o que mais me chamou atenção, foi o que aqui eu chamo de “O Beijo de Judas“: a pessoa que te prejudica, mas que chega até você com falsa devoção.

Levei algum tempo para perceber, na verdade, foram as evidências que chegaram até mim que me levaram a diagnosticar a situação abaixo da superfície.

O tempo, me conduziu a testemunhar em primeira mão e a coletar de várias fontes, aquilo que se desenhara no diagnóstico pretérito.

Pois ocorreu que, como a todo Judas, um momento a sentença da culpa invade e se entrega ao suicídio. No caso deste Judas do sonho, foi uma série de desventuras que o levaram a me pedir desculpas por tudo o que fizera de mal a mim e o quanto espalhara esse mal entre os que me conheciam.

Porém, passado algum tempo para “acostumar” à situação de paz, eis que novamente o escorpião tenta agir de acordo com sua natureza.

O aprendizado deste texto é que o perdão é sempre benéfico e deve ser dado quando o coração está limpo de qualquer mágoa. Porém, deve ser clara a lição de que cada um age de acordo com sua própria natureza.

O sonho veio me lembrar do trauma experenciado e de que a lição precisava ser apenas aprendizado e não medo. No sonho, eu reconhecia sua condição de Judas, porém mantinha a paz.

Boa semana, corações iluminados, sejam Paz!

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Amazon Smile


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Aprendizado e desapego


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