Nós na Amazon


Nossa página como Autora que publica pela Amazon, clique aqui.

http://www.amazon.com/author/carmengoncalves

Conheça algumas de nossas obras, clicando na imagem!

 

Publicado em Crônicas & Poesias | Deixe um comentário

Livro da minha Vida


Olhando a estante da minha vida

Quanto em folhas e cores,

Quanto de dor e amores,

Quantas foram as despedidas?

Minha história tem romance,

suspense, paixão,

Um pouco de lascívia,

E também de solidão.

Em quantos volumes caberia

Tanto vivido, tanta magia,

Tantos escritos em poesias,

Tantas letras de alforria?

Minha vida é meu livro sagrado,

Ao leitor me traduzo e me abro,

Mas ele nunca saberá quem sou,

Das minhas emoções, a cor.

Me escrevo e me reinvento,

Minha alegria ressignifica

O que antes era tormento,

Só minha escolha, fica.

E o que poderia ser vírgula,

Pode ser descobrimento.

O que podia ser pausa,

Vira outro emolumento.

Na estrada das palavras

Escrevo para não dizer

Crio para não sufocar

Invento para de conta fazer

Que o que leem, é meu mar,

Tipo a tipo gravadas.

Sentir é grafar,

Escrever é grifar,

Lembrar é marcar,

Livro é experenciar.

Publicado em Crônicas & Poesias | Marcado com , , , , , , , | Deixe um comentário

Para 2021: Amor


Só o Amor importa, porque é eterno.

Só por ele, nos aperfeiçoamos, como seres humanos e em tudo que fazemos.

O Amor não é arrogante.

O Amor se supera instante a instante: é aprendizado.

O Amor sempre busca o Bem geral e nunca age em prol de interesses pessoais.

Teste o trabalho mais bem feito… sem Amor, é só técnica.

Teste um trabalho feito com Amor, e ele será quintessencial.

Olhe para uma pessoa sem Amor… e só será alguém sujeito ao seu julgamento.

Olhe para uma criatura com Amor e verá um ser que tem tanto direito à vida plena, quanto você, verá “o próximo” que reflete você.

Escute alguém sem Amor, e seu interesse será se livrar logo da impertinência de tirar-lhe o tempo (mesmo que não estivesse fazendo nada de útil com ele).

Escute alguém com Amor e vai aprender a ouvir, com sensibilidade, empatia, alteridade: o único lugar em que vale a pena o “E SE…”, porque vai considerar “e se fosse eu em lugar dessa pessoa, o que eu gostaria de me fazer?”

Amar é exercício que envolve os “músculos da alma”. Mas quem quer saber do que não consegue ver?

Aliás, do que pode até estar negando, por ser sua Sombra Psicológica.

Exercitar o Amor inclui despir-se da fragilidade disfarçada de robustez do ego e olhar para todas as debilidades emocionais e reconhecê-las em cada ferida que ainda dói em verdade ou no medo de sentir de novo.

Amar exige que primeiro se dê ao Amor, se faça Amor, ame-se com todas as potencialidades latentes ou não.

Porque aquilo que você chama “defeito” é só algo que não desenvolveu como gostaria, que foge à sua apreciação.

Depois de aceitar que não é tudo aquilo que pensava ser mas se dispor ao que pode ser… então vai enxergar também isso ao seu redor: do cão que ladra correndo atrás do motociclista, à erva daninha que insiste em crescer perto da rosa do seu jardim, no seu filho que ainda não possui todo o desenvolvimento cognitivo-motor para lhe entender como esperava que outros adultos entendessem, naquela pessoa “impertinente” que fala do que o coração está cheio (e pode estar repleto de vazios, assim como ainda há no seu, talvez em proporções diferentes) e talvez só lhe reste falar para dar sentido a “porquês” aparentemente insolúveis.

Só quando decidir amar-se, vai conseguir exercitar o Amor em si e para si.

Só quando tiver caminhado um pouco nessa direção, vai conseguir cercar de amor suas ações, pensamentos, emoções, situações… e ainda quando falhar de por Amor nelas, vai lembrar que pode retomar o exercício, porque se permitiu ao Amor Divino.

Publicado em Crônicas & Poesias | Marcado com , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Sobre “mostrar” o coração


“Não seja tão complexa que as pessoas não saibam o que há em seu coração.”

Acordei com essa frase. Lembrei de alguns versos bíblicos:

“…do coração procedem as fontes da vida.” (Provérbios 4:23)

“Pois a boca fala do que está cheio o coração.” (S. Mateus 12:34)

Fiquei considerando a grandeza dessa frase e um monte de outras considerações sobre silêncio.

Naturalmente, não se trata de sair falando tudo, aos borbotões, mas de não ser esquiva, de ser receptiva, amável, gentil, deixar as pessoas saberem que não são consideradas inimigas, inferiores, ou qualquer tipo de impressão negativa.

Não deixar que a Sombra psicológica do outro, atrapalhe sua luz.

Não ter medo de ser uma pessoa que se esforça em seguir o Bem, fazer o Bem, agir no Bem, pensar Bem.

Deixar que as pessoas notem que há uma humanidade em você. Que você é capaz de se importar.

Que reconhece que não pode conhecer a dor do outro porque ela é só dele. Mas que sabe que sentir dor é ruim e por isso, empatiza, respeita, dá espaço ou acolhe.

Deixar que o outro saiba que você é capaz de entender com sabedoria e maturidade a verdade que ele vê em si mesmo, mesmo que você enxergue diferente.

Que sem precisar dizer, seja sua ação mediada pela compreensão de que cada um se conduz a partir de suas próprias experiências, conhecimento adquirido e vivenciado, história de vida.

Que nem todos aprenderam que podem ser senhores de si mesmos, e a esses, dar esperança. (Se pedirem, e nem sempre o pedido é verbalizado).

Que nem todos aprenderam que não são senhores dos outros, e a esses por limites (e aí sim, precisa verbalizar e agir).

Que nem todos conhecem que tudo que fazem, falam, pensam, volta para eles na mesma frequência, intensidade (Lei do Retorno ou de Causa e Efeito) e que é isso que explica a maior parte dos problemas do mundo.

Que alguns nascem aqui para mostrar que pode ser diferente da tirania, que há um caminho conciliador, de paz e de crescimento para todos, cada um com os talentos que cultivou.

Saber que sempre podemos ser melhores do que já fomos ou somos no presente.

Que nossos corações não sejam tão fechados a enxergar os outros e deixar que eles também nos vejam. Desarmados. Amados.

Publicado em Crônicas & Poesias | Marcado com , , , , , , , , | Deixe um comentário

Saudade Mágica


O que é curioso na saudade, é como a suprimos.

Queremos ter aquela presença junto e o melhor que podemos fazer é re-sentir o mundo pela descrição de seus sentidos.

A cor favorita, o gosto da bebida, como a pessoa narrava algo do que gostava, como contava uma história com descrições próprias, cabendo sua imaginação no relato… tornando fato.

O cheiro de algo, uma alegria, como descrevia uma recordação… como os olhos brilhavam com isso… a música que embala sua contemplação!

Rever, cheirar, imaginar, sonhar, pelos sentidos descritos pelo ente amado, saudado, saudoso, relembrado.

A saudade consegue efetuar essa mágica e com ela aliviar a ausência, fazer sentir uma presença que está na memória, mas que é, quase tão concreta – ou mais – do que a própria pessoa.

Recordar pelo sentido descrito do outro, o que não vivemos: vivê-lo, vestir sua sensação como a imaginamos, untada essa junção do corpo e da alma dele, à mim, comigo, por mim, pelo que acho, sentia ele.

Pela minha necessidade silenciosa de senti-lo e de estar-lhe, igualmente na memória, com as cores do sorriso e o brilho dos olhos quando estava comigo.

Essa mágica que abraça e dá calor e sabor ao meu tato e à minha boca, como se me beijasse e me enroscasse em seus braços nus, na madrugada vazia.

Pelas lembranças eu o visito e me entrego… na minha saudade ele só fica sério ao sentir saudade de mim.

Afora isso, eu sou o seu prazer tal qual ele – pela minha saudade- está aqui e me fita e sorri, não mais tímido.

Porque na minha memória transfigurada, transpassa o meu gosto que ele me tenha, no que há de mais livre em mim, onde o escolho e acolho, amando-o, porque ele despertou a leveza e a serenidade em mim.

Publicado em Crônicas & Poesias | Deixe um comentário

Eu Vejo Você (ou Poema das Almas Gêmeas)


Eu vejo o você que há em ti e que você não vê.

Eu vejo o você de antes que a vida te marcasse.

Eu posso tocar esse você que foi escondido para não ser mais ferido.

O você que não estava preparado para, do mundo, os gemidos vindos.

Gemidos que tentaram roubar a criança divina em você.

Que te arrastaram preso em dores que você quer esconder.

Que cristalizaram feridas das quais você não quer tirar o pó.

Mas a cada vez que foges, teu enlace é maior.

A cada vez que não queres enxergar, a sombra desse passado nefasto só faz aumentar.

A cada vez que tentas dele te evadir, para aquele passado, corres sem fim.

E ficas só.

E eu ainda te vejo.

Eu ainda espero que me olhes, e te enxergues pelo meu ângulo: o você que eu vejo.

Eu te vejo capaz de se libertar, de me encarando, desse sequestro sair, o passado enfrentar.

Eu continuo aqui, por ti. Eu continuarei a torcer, porque eu sempre vejo a você.

Eu sei como é lá atrás. Eu sei das dores, dos traumas, dos ais. Eu já vivi o mesmo e já disse “nunca mais!”

E é por isso que eu vejo você.

Porque em ti acredito. E nesse ensejo,

Digo-te “eu amo-te!” Porque em ti, me vejo.

E talvez isso seja “almas gêmeas” que, descrendo, aspiramos ser, o futuro em que queremos envelhecer.

Não somos resgate, nem redenção. Não és orgulhoso e nem pavão.

(Nem eu!)

Somos a sensibilidade que o mundo endureceu. Sendo assim, por muito tempo, não fui eu.

Mas já fez dois tempos, que de ti e de mim, eu nos vejo, sempre tua, sempre meu!

Publicado em Crônicas & Poesias | Marcado com , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Machismo x Feminismo


Um pensamento solto:

Seria o machismo uma revolta contra o Sagrado Feminino da Antiguidade, tal qual o feminismo se opõe ao patriarcado?

Mais uma ponderação para pensar a equidade preferencialmente à famigerada igualdade.

Publicado em Crônicas & Poesias | Deixe um comentário

(A)(con)gregar


Penso que, a religião enquanto congregação, é a manifestação do sentimento gregário da humanidade. A religião, não a crença.

Outro dia observei na volta para casa, sob a chuva, uma mãe com seu filho e uma Bíblia atravessando a rua para ir à Igreja.

Me perguntei até onde seria de fato a crença em Deus, o motivador para sair, em uma rua escura, com o risco de atropelamento dos carros alvoroçados para voltarem para casa após um dia de indústria, ainda em clima de pandemia no mundo, aquela andança.

Às vezes a fé está apoiada na crença alheia e buscar a congregação, seja esse cadinho.

Aí seria religião ou crença?

Que outras alternativas de “sair/bater perna/ver gente” restam para alguns, além de um lugar religioso?

Então volto ao início: o sentimento gregário: de agregar – congregar, reunir-se com a impressão de unidade, ou de unicidade a um pensamento, crença… fé?

A fé não é exclusividade da divindade. Alguns têm fé no mundo, na vida, no campeonato futebolista… mas não em si mesmos.

Para tudo isso, foge-se de si, congrega-se.

A igreja esconde por algumas horas a realidade. Traz outro cenário. A “fé” é fuga?

Possibilidades.

Publicado em Crônicas & Poesias | Marcado com , , | Deixe um comentário

Deus amou e Freud errou


“Nós amamos, porque Deus nos amou primeiro.” (I Carta de S. João, 4:19)

Essa é talvez a mensagem mais tocante na Bíblia. Muitas me tocam, como o voto de paz dos anjos ao anunciar o nascimento do Cristo, ou quando o apóstolo Paulo diz que nada nos separa do amor de Deus, ou quando o próprio Messias fala sobre mantermos a calma, a fé, a esperança porque Deus cuida de tudo (o que é ratificado pelo apóstolo Tiago, em sua carta), ou as partes de perdão/compreensão.

Mas talvez, dizer que Ele nos fez à sua imagem e semelhança, seja isso: Ele nos deu a capacidade de amar. Não impôs. Não disse para aprendermos. Disse para amarmos: aos outros, para ensaiar o amor a Ele, já que na nossa (in)capacidade humana, queremos ver, tocar, provar, muito mais do que apenas o sentir.

Não sei – mas imagino – que foi nosso não exercício de Amar que nos deixou assim insensíveis ao que sentimos e por conseguinte, ao que os demais sentem.

A palavra de ordem passou a ser “cada qual com seus problemas”, mas ninguém quer se responsabilizar por eles. A responsabilidade afetiva, ética, moral… foi abandonada pelo encorajamento ao encarceramento das emoções, ao desprezo pelo que sentimos, a criarmos uma casca grossa, uma carapuça sobre quem somos, para sermos algozes.

A regra, dizem, “é cada um por si” ou “é a lei da selva”. Pessoas que nunca estudaram a selva, para compreender as relações que ali existem, tendendo ao equilíbrio sempre.

Temos a capacidade. Temos o dom. Podemos amar. Basta exercer.

Fora da liquidez da sociedade atual. Fora do paradigma reptiliano. Fora do que os outros vão pensar. E começar esse amor por nós mesmos, depois pelos demais criados por Deus, enxergarmos aos demais como vidas com o mesmo potencial de ser; plantas, animais, ecossistema.

Talvez seja mais fácil começar por aí para depois termos a coragem de olhar o outro, o humano ao lado. Aquele que reflete nossas próprias condições, situações, deflagrações.

Entendermos que os mais fortes devem proteger os mais vulneráveis, desconstruir a ideia de que as vítimas não são dignas de serem ouvidas e creditadas.

Só sabe que alguém é capaz de levantar a mão (mesmo que não conclua), quem era o alvo. Só sabe a sensação de incapacidade de falar, quem foi recomendada a calar e voltar para o agressor, pelos agentes da lei que deviam acolher, apoiar e agir. Só sabe que tem direitos, quando quem deve mediar o Direito o faz com equilíbrio e não com parcialidade ao mais forte, como esse fosse o mais digno, por status, por dinheiro, pelo gênero sexual, ou qualquer outra situação.

É necessário olhar mais amplamente e mais profundamente, com escuta atenta e sensível. Sem projeções das sombras psicológicas internas porque dando o direito a um, é reforçar que queria o direito para si e não porque era o correto a fazer.

Por tanto que nos calaram, passamos a acreditar que devíamos ficar caladas, que isso era ser forte, que isso era o que devíamos fazer, que isso nos tornava “super”, “maravilha”.

Mas era só doutrinação para não retirarmos aqueles de suas posições de insegurança. Sim, porque Freud estava errado ao dizer que a mulher inveja o homem pela castração do falo sexual.

Freud deveria ter dito que foi sustentado aos homens inseguros, mimados, narcisistas, incapazes de amar e de gerarem satisfação e prazer, que ter um pênis os tornava maiorais e superiores.

Freud deveria ter dito que a mulher não quer o pênis, ela quer ser enxergada em suas potencialidades, que ela tem alma, ao contrário do que a Igreja negou por tanto tempo.

Freud deveria ter dito que o que nos dá dignidade são nossas ações responsáveis e não um direito de nascença atribuído pela sexualidade, pela condição familiar, pelo local de nascimento, pela cultura onde crescemos, pelas oportunidades que tivemos para crescer de uma ou de outra forma, ou de pela ausência delas.

Freud errou e no seu erro, sustentou toda uma crueldade que já existia antes dele e que se apoiou nele para continuar a ser no mundo “moderno”.

Precisamos dizer isso. Precisamos dizer aos atos de verdadeira coragem (de sustentar a voz contra o algoz) que os apoiamos, que os entendemos, que os parabenizamos.

Mas precisamos ir além da voz: precisamos segurar o braço de quem quer agredir, de quem quer vetar, de quem quer manipular nossas palavras.

Precisamos iluminar as distorções obscuras sobre o que dizem de nós. Precisamos revelar a verdade. Pois “quando conhecerdes a Verdade, ela vos libertará.” (Evangelho de S. João, 8:32). Precisamos mostrar as verdades por trás do que nos acusam.

Mesmo isso custando revelar a infância psicológica, a insegurança, a vileza, a crueldade, os monstros internos do outro que ele exorciza em nós porque não consegue conviver consigo mesmo, porque a consciência (e o inconsciente) apontam, piscam, alardeiam-lhe a verdade que ele quer calar, calando-nos.

Uma das verdades iniciais é que não estamos sós.

E eu fico muito feliz por tod@s que já se permitiram Amar, exercer a divindade interna em si, essa que nos dá a coragem de olharmos para nós mesmos e nos amarmos, nos dando a potencialidade diária de nos tornarmos melhores, de reconhecermos nossas arestas e trabalhá-las e daí, amarmos Deus manifesto na vida externa a nós.

Nós amamos porque Deus nos amou primeiro. Essa a nossa semelhança com Ele. Essa, a divindade em nós. Isso, o nosso potencial de sermos quem fomos criados para ser: plenos.

Não inseguros, não medíocres, não covardes, não ardilosos, não mimados, não eternos infantes (puer aeternus) psicológicos, mas puros de coração, aqueles que podem ver a Deus, porque enxergaram o Amor em si e o exercitam.

Publicado em Crônicas & Poesias | Marcado com , , , , , , , , , | 2 Comentários

Infinitas Leituras


Carmen Gonçalves
Publicado em Crônicas & Poesias | Deixe um comentário

Ser Professora


Ser professora é jardinar.
Às vezes tirar umas ervas daninhas,
Outras fazer umas podas pequeninas.
Noutras, a terra afofar.
Não é só irrigação.
É mão na massa,
É “se não estudar, não passa”
É transpiração.
Porque ser aprendente
É aceitar crescer,
Adaptar-se é viver,
É sentir e ser gente.
O que inclui dedicação!
Buscar um pouco mais
Sem a isso dar “ais”.
Ou não é Educação.

Educar-se é transformar-se.

Publicado em Crônicas & Poesias | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário