Namorando alguém com divórcio em aberto (por Fabricio Carpinejar)


Não se separar no papel e começar a namorar é poligamia disfarçada. A separação de corpos não é ainda separação de almas.

Pode alegar que os papéis demoram, que o outro está magoado e não se dispõe a ceder, que não pretende perder a proximidade dos filhos, mas todas as desculpas são adiamentos confortáveis.

Se quisesse, de verdade, só partiria a um romance com a assinatura do divórcio. Sem enrolação, sem trazer problemas antigos para a nova companhia, que não merece mesmo receber insultos por tabela e ser transportada para dentro do barraco e da avareza de um matrimônio em crise.

Aguentaria o tempo de luto por respeito a todos os envolvidos e com o decente objetivo de não gerar desconfiança sobre a sua honestidade.

Ter um ex presente em sua vida já é constrangedor, ter um ex presente e com titulação oficial é terrorismo psicológico. Qualquer telefonema e encontro serão bombas de ciúme.

Por mais que não tenha coragem de assumir a indefinição, permanece com o coração vinculado a uma história pregressa, a um julgamento em curso, a uma guerra de muitas batalhas. Não passou, definitivamente, para a margem segura da

solteirice. Tem uma dívida a pagar, uma pendência, uma restrição de nome no SPC do Amor.

Se o divórcio vira novela arrastada por anos, não há como acreditar na sinceridade das adversidades. Pois repassa a tensão de dúvida, de que não tem certeza do fim, e busca manter duas relações ao mesmo tempo. Na prática, vive um relacionamento aberto somente para o seu lado.

Diante da porta que não foi fechada de vez, qualquer um sofreria com a cisma: vá que dê errado o namoro e ainda procure reatar o casamento?

É impossível ser feliz com essa ameaça.

Publicado em Crônicas & Poesias | Deixe um comentário

É chegada! É destino! (Por Fabricio Carpinejar)


Nosso amor não tem começo, porque eu estive com pressentimento de você por toda a vida. Muito antes de nos beijarmos, muito antes de nossa primeira vez. Eu sentia você comigo, mas não havia como dividir a confissão com amigo: qualquer um me acharia louco por conversar com quem eu ainda não conhecia.

O amor tem dessas mediunidades: de perceber a presença de alguém em um tempo anterior a viver com esse alguém. Quando chorava, era como se estivesse no meu quarto me olhando e me confortando: “aguenta firme, falta pouco para tudo ficar bem, para ficarmos juntos”. E despertava de manhã, analfabeto da fé, disposto a seguir adiante.

Foram décadas assim, procurando a pessoa perfeita para mim, procurando você.

Eu tinha tanta saudade do que não tinha vivido, essa saudade era você.

Às vezes o seu perfume me provocava imprecisamente, às vezes ouvia o som das suas vogais ao longe, às vezes alcançava o seu sinal incerto. Tudo desaparecia rapidamente: eu me dedicava a estar com você, meu fantasma vivo.

Confesso que fraquejei, praguejei e quase desisti, tentando me convencer que você não existia, que era uma alucinação de minha parte.

Você vivia dentro de mim antes que eu lhe enxergasse fora de mim.

A esperança de você chegou bem antes de você chegar.

Quando não estava com você, estava a caminho de você. Estava indo em sua direção.

Cada tombo, frustração, decepção amorosa e eu me aproximava mais de você.

Amor como o nosso, Beatriz, não tem começo, é chegada, é destino.

(Copiado da página de Fabricio Carpinejar, 26/11/18, no Facebook)

Publicado em Crônicas & Poesias | Deixe um comentário

No culpes a nadie (Pablo Neruda)


No culpes a nadie – Pablo Neruda

Nunca te quejes de nadie, ni de nada,

porque fundamentalmente tú has hecho lo que querías en tu vida.

Acepta la dificultad de edificarte a ti mismo

y el valor de empezar corrigiéndote.

El triunfo del verdadero hombre surge de las cenizas de su error.

Nunca te quejes de tu soledad o de tu suerte,

enfréntala con valor y acéptala.

De una manera u otra es el resultado de tus actos

y prueba que tu siempre has de ganar.

No te amargues de tu propio fracaso ni se lo cargues a otro,

acéptate ahora o seguirás justificándote como un niño.

Recuerda que cualquier momento es bueno para comenzar

y que ninguno es tan terrible para claudicar.

No olvides que la causa de tu presente es tu pasado,

así como la causa de tu futuro será tu presente.

Aprende de los audaces, de los fuertes, de quien no acepta situaciones,

de quien vivirá a pesar de todo,

piensa menos en tus problemas y más en tu trabajo

y tus problemas sin eliminarlos morirán.

Aprende a nacer desde el dolor

y a ser más grande que el más grande de los obstáculos,

mírate en el espejo de ti mismo y serás libre y fuerte

y dejarás de ser un títere de las circunstancias

porque tú mismo eres tu destino.

Levántate y mira el sol por las mañanas y respira la luz del amanecer.

Tú eres parte de la fuerza de tu vida, ahora despiértate,

lucha, camina, decídete y triunfarás en la vida;

nunca pienses en la suerte, porque la suerte es:

el pretexto de los fracasados.

Publicado em Crônicas & Poesias | Deixe um comentário

Um poema sobre o nascimento do Amor Matrimônio


Este poema está registrado no livro “O Poder do Mito” de Joseph Campbell (1990), pois para Campbell, esse tipo de amor nasce com os trovadores do século XII:

Assim, pelos olhos, o amor atinge o coração:

Pois os olhos são os espiões do coração.

E vão investigando

O que agradaria a este possuir.

E quando entram em pleno acordo

E, firmes, os três em um só se harmonizam,

Nesse instante nasce o amor perfeito, nasce

Daquilo que os olhos tornaram bem vindo ao coração.

O amor não pode nascer nem ter início senão

Por esse movimento originado do pendor natural.

Pela graça e o comando

Dos três, e do prazer deles,

Nasce o amor, cuja clara esperança

Segue dando conforto aos seus amigos.

Pois, como sabem todos os amantes

Verdadeiros, o amor é bondade perfeita,

Oriunda – ninguém duvida – do coração e dos olhos.

Os olhos o fazem florescer; o coração o amadurece:

Amor, fruto da semente pelos três plantada.

Gutraut de Borneilh (Circa 1138-1200?)

Publicado em Crônicas & Poesias | Marcado com , , , | Deixe um comentário

Numinoso (Rudolf Otto)


“Uma coisa é apenas acreditar no supra-sensorial; outra, também vivenciá-lo; uma coisa e ter ideias sobre o sagrado; outra perceber e dar-se conta do sagrado como algo atuante, vigente, a se manifestar em sua atuação. É convicção fundamental de todas as religiões e da religião em si que também a segunda possibilidade é viável, que não só a voz interior, a consciência religiosa, o discreto sussurro do espírito no coração, o palpite e o anseio prestem testemunho a seu respeito, mas que seja possível encontrá-los em eventos, fatos, pessoas, em atos de auto-revelação, ou seja, que além da revelação interior no espírito também haja revelação exterior do divino”. (Das Heilige)

In: OTTO, R. O Sagrado. Petrópolis: Vozes, 19–?

Publicado em Crônicas & Poesias, Cristandade | Marcado com , | Deixe um comentário

Entre a Vida e a PPG: breves notas


No Programa de Pós-Graduação (PPG) que faço atualmente, sempre ouvimos algumas máximas, que em mais esta noite de insônia, relaciono com os outros acontecimentos da vida:

“No Mestrado você vai perceber que a melhor coisa que você pode ter é um Problema! A coisa que você mais vai querer é ter um Problema!”

Ter um Problema de Pesquisa é o que torna você realmente um pesquisador. Afinal, sem ter uma inquietação a investigar, qual o sentido de fazer um programa de pesquisa?

Na vida, ter um problema real, de fato, inexequível (ao menos, aparentemente), faz você perceber o que realmente importa, tira do ócio, afasta da fofoca, dá sentido ao que precisa fazer sentido e mostra a desimportância do que não é essencial. Pessoas com problemas de verdade a resolver, estão vivendo. Pessoas vazias estão sobrevivendo.

Às vezes pode parecer que é o oposto, mas ter um problema que te dá uma luz e um motivo pra trilhar um caminho, te tira de ciladas desnecessárias, você até pode entrar em umas auto-sabotagens, mas logo vai percebendo e afastando-as do seu percurso, tal qual na PPG.

Você vai aprendendo a observar, filtrar, separar, aceitar, ouvir, aprender.

Tenho em mente neste momento, duas pessoas: são duas mulheres onde uma está em um período que eu conheço bem (um divórcio com uma filha pequena e sem família perto pra apoiar, tendo que ser pai, mãe, trabalhadora, motorista, etc.), outra que está se ocupando muito em criar intrigas desnecessárias entre pessoas que poderiam facilitar o dia-a-dia dela ou simplesmente podem ser ignoradas por ela, mas que a princípio oferecem apenas motivos para que ela se ocupe de maneira distorcida: uma está fazendo o que ela não está conseguindo fazer (por motivo que desconheço); outra que não está mais dando motivos para ser “judas no sábado de aleluia”.

Ter um problema real, mantém a primeira fazendo o que ela é contratada para fazer em seu trabalho: trabalhar. A falta do que fazer (ou a impossibilidade de fazer o que gosta) está mantendo a outra no que ninguém precisa: criação de intrigas.

Então, realmente, ter um problema é tudo que você pode querer para evoluir.

“Não é o título que faz o Mestre. É o caminho. É no caminho que você se torna Mestre.”

Me dei conta que estudamos para aprender a falar; e aprendemos para saber quando calar. O percurso de ter um problema te leva a “sacar” as pessoas, os eventos, as situações e você passa a “se dar conta de Matrix” pra desviar das balas desnecessárias do sistema que tenta te impedir de romper o ciclo de sobreviver ao invés de viver.

Explico: Os seres humanos são super estimados. Espera-se muito deles e atribui-se muito a eles, o que é bom até o ponto em que isso é uma inspiração do que você deve aprender a ser; porém, o que a grande maioria faz, como um rebanho, é empurrar com a cabeça, olhando para o chão, derramando a própria comida, sujando a própria água, ferindo-se desnecessariamente.

Imagine um rebanho que por algum motivo, param de simplesmente pastar a começar a empurrar a cerca até o abismo, passando por cima de tudo (água, comida, outros do rebanho) numa sangria desatada sem um motivo realmente válido), é a imagem que me vem à mente quando eu estou neste momento de buscar responder o problema que recebi. Na PPG e na vida. Tive a grande benção de ver o meu objeto de pesquisa na realidade visível porém difícil de mensurar.

Pesquisa e pesquisadora se misturam, se refazem, se alimentam no processo de construção da investigação. Revisito as questões que norteiam meu problema, na vida e na PPG.

Ter um problema faz a ovelha berrar pelo pastor e fazer o que precisa para manter-se viva, ao invés de entrar no “efeito rebanho” onde o tumulto e o caos imperam.

Ter um problema te faz fugir da manada. E escolher ver a situação de fora faz você notar o quanto há de desnecessário fazendo um barulho que não tem motivo de ser. Te dá a percepção de manter-se vivo, cuidar do que precisa ao invés de destruir o que tem, te mostra que há pasto suficiente para não ter que pisotear ninguém.

“Banhe-se neste rio. Outros rios virão e você vai banhar-se neles também.”

Esta é talvez a minha favorita. Veio do meu orientador e até no silêncio e recolhimento dele, eu aprendo.

Ontem mesmo eu comentava com minha filha uma frase do meu pai, que eu tomei para a vida, como um conselho. Ela admirou-se e achou que ele era um cara fantástico, com muitas coisas a ensinar. Isso me fez parar, refletir e advertir que “na real”, ele era um cara que pensava em si mesmo e nada o impedia de viver o que ele queria viver (aventuras com várias mulheres ao mesmo tempo) e portanto as suas frases talvez viessem de uma irreflexão, de um “tô c_g_ndo pro que esperam de mim”, mas que eu guardei como leitura e reflexão para a vida de uma forma totalmente que me servia e possibilitou ser pai de mim mesma, numa ressignificação do desnecessário dele.

Quando ele dizia por exemplo “é tanta gente pra falar de mim e só eu pra falar de todo mundo, que é melhor eu ficar calado”, era o modo dele de “sair pela tangente” sem gastar energia discutindo.

Minha ressignificação foi: mantenha-se afastada dos que falam demais…onde sobra fofoca, falta verdade. O tempo se encarrega de mostrar o que é, o que não é. Deixe ao tempo o que é do tempo. Não gaste energia com o que não acrescenta.

“Banhar-se nesse rio” também me dá muita reflexão, porque se:

  • ao mesmo tempo que um rio nunca é o mesmo, portanto você nunca irá banhar-se duas vezes na mesma água (já que rios correm), logo, você tem oportunidade de ressignificar tudo, tantas vezes quanto forem necessárias durante o próprio (e talvez único) banho naquele rio, já que aquelas águas estão somente passando, estão sempre correndo. Você fica, o rio não. Os cães ladram e a carruagem passa. Carroça que mais faz barulho, é a que está vazia (portanto, cheia de nada, sem utilidade, te faz pensar o quanto é importante ter um problema para se ocupar).
  • se o seu objetivo está do outro lado da margem, não importa o quanto um rio pareça ameaçador, profundo, revolto, escuro… “saber porque fazemos o que fazemos” (essa uma frase nova, que ouvi ontem na PPG) te faz respirar fundo e cruzar o rio, não importa o quão ele pareça terrível. Te faz buscar a solução para um problema de verdade. Te faz ter vontade de permanecer vivo.
  • o rio flue, o rio não conhece barreiras, o rio chega onde tem que chegar, então, como dizia Paulo Coelho: “seja como o rio que flui”.

Talvez a vida seja o que fazemos a partir dos desnecessários de outrem. A vida é achar um problema que valha a pena enfrentar tudo para sentir-se vivo a fim de responder o problema. Pode-se até receber um título sem ser o que o título carrega (como há chefes que não são líderes, por exemplo), assim como você se torna Mestre, tanto quanto, ao viver, se torna pai e mãe de você mesmo e tudo mais o que precisar, se precisar, quando precisar.

“O mestre surge quando o discípulo está pronto” é uma frase que aprendi na Tradição Antiga. O percurso me mostrou que, como em Namastê, o que você precisa já está dentro de você. Torne-se mestre de si mesmo. Isso vai dar sentido à sua vida e você passará a perceber que você tem o que precisa, que ter um problema é bom, que te mantém ocupado vivendo e não sendo desnecessário na vida.

Entre ser uma daquelas duas mulheres, eu escolhi um dia ser a que ocupou-se de ter um problema ao invés de ser a que, aparentemente tendo tudo, lhe faltava sentido em viver a própria vida.

Então por que eu me importo com isso tudo? Porque é refletindo na minha prática que eu caminho para me tornar o que eu escolhi ser ao invés de continuar sendo mais uma cabeçuda do rebanho a empurrar a cerca em direção ao abismo.

Namastê!

PS: Sobre a insônia eu percebi que o sono chega quando ele tem que chegar, que ao contrário do que dizem sobre ficar quieto para o sono voltar, foi melhor eu ocupar-me e agora ele chegou: depois do meu chá, depois de refletir, depois de fazer uma das minhas paixões: essa da “Ponta dos Dedos!”

Paz e Luz!!!

Publicado em Crônicas & Poesias | Marcado com , , , , , , , , , | Deixe um comentário

A Mulher-Esqueleto II


A noite do resgate chegou.

Ainda tremo de frio e temor.

Ainda meus ossos estão a ver

Ainda não tenho forças p’ra bater

O ritmo compasso do tambor.

A carne que almejo,

O destino que segredo,

Nos fios de cabelo a dormir…

Ele cansou de me tentar partir.

Ele me quer totalmente aqui?

Ainda tem re-atos de fuga

Enquanto eu chamo a madruga

Para do frio eu o guardar…

Ele aceita por me amar.

Miro a lua, escuto os animais,

A floresta e o mar não são iguais

E os atravesso e me entrego…

Aceitando-os eu me disfarço

De água e nada, que alimenta

Que deságua, que acalenta

Eu atravesso em entrega e nado,

Conheço o mar e à floresta espero.

A linda, maravilhosa, tocante e desnuda mulher-esqueleto… aquela que sou

e que não quero olhar porque ainda não está coberta de carne novamente.

 

Publicado em Crônicas & Poesias | Marcado com , , , , | Deixe um comentário

É proibido por Pablo Neruda


É proibido chorar sem aprender,

Levantar-se um dia sem saber o que fazer

Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas

Não lutar pelo que se quer,

Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.

É proibido não demonstrar amor

Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.

É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos

Chamá-los somente quando necessita deles.

É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,

Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,

Esquecer aqueles que gostam de você.

É proibido não fazer as coisas por si mesmo,

Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,

Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.

É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,

Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.

É proibido não tentar compreender as pessoas,

Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.

É proibido não criar sua história,

Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,

Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.

É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,

Não pensar que podemos ser melhores,

Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

Publicado em Crônicas & Poesias | Deixe um comentário

Mulher Esqueleto I


Eu sou a mulher esqueleto

Por meu Pai exilada

Dada a tristeza dada

No mar sepultei-me.

Mágoas e dores

Sonhos rasgados

todo amedrontado

Como fios puídos

à morte dei-me

em abraço.

Juventude passou

resiliência veio

sorte me fisgou

emergida, vejo.

Não sabendo viver

no novo tempo

alinhei-me ao laço

crivado dentro.

Eis a noite chega

vem o alvorecer

paciência tambor rufeja

Canto voltar a viver.

 

Publicado em Crônicas & Poesias | Deixe um comentário

Por quem?


Por quem dobram os sinos?

Por quem caem as gotas de chuva?

Por quem o vento sussurra, o rio corre, o sol luzidia?

Por quem eu choro?

Por quem eu penso noite e dia.

Por quê imploro?

Porque meu sentimento vestiu uma fantasia.

Por quem?

Publicado em Crônicas & Poesias | Deixe um comentário