O que separa os homens


“Alguns podem estranhar que o homem, esse bípede implume, seja também uma catedral de incertezas. Os dois conceitos – catedral e incerteza – parecem mais distantes entre si do que um par de galáxias. À primeira vista, uma catedral deve ser a casa das convicções. Mas não é bem assim que funciona. Até as mais vistosas catedrais do pensamento foram construídas sobre um campo de dúvidas. As catedrais de pedra mudam conforme a hora do dia e a posição do observador. Por isso, a fé é necessária. Nos momentos de destruição e desalento, restam as ruínas, que somos nós mesmos. Em meio às ruínas, alguém tem forças para murmurar: Deus existe. ” (Paulo Briguet em Com o Perdão da Palavra de 23 de Julho 2010)
 
Vendo tanta distância entre os homens, eu me ponho entre as dúvidas, construo minha catedral interior, ponho-me à distância e lamento, lamento aquilo que separa os homens: a falta de amor, a falta de compreensão de que estamos todos conectados, a falta de respeito pelo outro.
 
Os homens estão separados pela falta de dialética, pela negação de que a verdade é mais do que eu ou você, pelo cume de certezas obtusas, pelas guerras em nome de crenças pessoais.
 
O que separa os homens é a falta de Deus. Naqueles que proferem “Senhor, Senhor!” e daqueles que seguem como o filho pródigo, ou como Pedro ou como Judas.
 
Será que há mais esperança para os segundos que para os primeiros, como nas Escrituras? Eu não sei. Eu não detenho a verdade. A verdade e grande demais para ser meramente arguida.
 
Mas uma coisa é fato: a verdade reluz. E no dia em que ela brilhar em toda a sua glória, os homens conheceram a si mesmos.
Então o Google me traz outro Paulo, o Coelho:

Um guerreiro da luz sempre mantém o seu coração limpo do sentimento de ódio.

Quando caminha para a luta,  lembra-se do que disse Cristo: “amai vossos inimigos”.

E o guerreiro obedece, mas sempre lembrando que Cristo não disse: “gostai de vossos inimigos”.

O ato de perdoar não o obriga a aceitar tudo. Um guerreiro não pode abaixar a cabeça – senão perde de vista o horizonte de seus sonhos.

…………….

Tenhamos pontos de vista, mas não percamos de nossa vista que o objetivo de tudo, ao fim de tudo, é amar.

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O que me faz humana


O que me faz humana é como sinto sobre você.

É a saudade, o aperto no peito e a desilusão.

É o adeus não dito, é reviver a nossa carnal dança.

O que me faz humana é aceitar a ida,

é deixar que aconteça o desapego,

é o choro contido na madrugada

ou as lágrimas que descem num passeio.

O que me faz humana é te sentir aqui.

É lembrar o cheiro, é afastar a mágoa,

É pensar nas brigas e no mandar às favas!

O que me faz humana é você.

É tudo o que eu neguei a existência inteira,

é não negar que ser humano é bom,

é ter esperança no que parece perdido,

é saber que ser humano é ser como criança.

O que me faz humana é ter me jogado em teus braços

mesmo tendo medo, mesmo desconfiando do porvir.

É aceitar o que eu vejo como defeito,

como uma oportunidade para sorrir.

O que me faz humana é o que me redime.

Eu, mais uma caída, mais uma precisando de salvação.

O que me faz humana é querer e aceitar você.

O que me faz humana é o teu perdão.

O que me faz humana é sentir, em paz, o teu não.

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A César o que é de César, e ao povo o que deve ser mostrado OU… O Memo arrependido do vereador Fransuá Matos


Escrevemos outro dia sobre o sem propósito (ou de propósito populista) projeto de lei do vereador Fransuá Matos/PV-AM : Espaço Democrático nas Redes Sociais: quem perde e quem ganha com esse Projeto de Lei sobre Ponto Facultativo

Pois eis que após nossa exclusão do seu perfil Fransuá Matos II no Facebook, assim como de outras pessoas que levantaram necessidades mais urgentes para Manaus do que a demagogia sobre algo que apenas o prefeito pode legislar, chegou-nos o arrependimento (não da ação, creio) de Fransuá ante a reação obtida com seu projeto:

Fransuá memo

Que fique como exemplo que os políticos são servidores públicos tanto quanto o estatutário, o RDA, o prestador de serviços, o apenado e todo aquele como consta na legislação pertinente brasileira, com uma ressalva: estão sob um período de 4 anos para agirem a favor da população e não de si mesmos.

Que isso fique bastante claro!

Não somos contra o trabalho digno e provido. Somos contra o abandono das causas realmente importantes em prol da publicidade que visa a reeleição do mandato público.

Nós pomos à disposição para divulgar qualquer ação prevalente de benefício à população. Tanto quanto nos poremos argumentativamente a dialogar com sensatez os objetos da demagogia que se tentarem empurrar como pão e circo.

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Sobre William Waak


Não sou de me interessar pelas demandas globais, afinal, os iguais se agregam. O fato é que depois de tanta aglomeração virtual sobre William Waak, eu fui hoje enfim buscar no google do que se tratava.

Consultei este link: Globo afasta William Waack após comentário racista vazar em vídeo Apresentador reclama de buzina como “coisa de preto” em imagens e diz não se lembrar do que disse

O comentário é infeliz mas a expressão é de um ridículo sem tamanho.

A cena tosca me recordou duas coisas muito fortes:

  1. quando a família do meu pai emitia referências de similar conteúdo;
  2. um amigo muito querido que um dia me contou da raiva, revolta, quando o filho dele era tratado com preconceito por membros da família materna.

Um misto de emoções e lembranças tomou conta de mim pensando no meu amigo e na família do meu pai.

William Waak foi obtuso, foi estapafúrdio, foi grosseiro, foi tudo aquilo que denigre a raça humana.

É de pessoas como William Waak que eu tenho preconceito.

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Meus e Teus


Os olhos que eram teus,
De doces, ficaram tristes.
De esperança, vertem saudade.
De alegria, brilham tristeza,
Porque te foste.

Os lábios que eram teus,
De macios, ficaram amargos.
De sorrisos, movem ao contrário.
De mordidas, engolem soluços.
Porque não voltas.

E de tanto acostumar-me
A teus braços em mim,
A teus beijos, tão meus,
Ao teu gozo, tão fértil…
Prostro-me aqui,
Revendo teu adeus.

E acordo perturbada
Pelos sonhos em que estás,
Pelo momento fugaz
Que te acho, enganada.

Não importa que me queiras,
Não importa se foi ou é,
Caio aqui, calada.
Vendo e sentindo o teu estar.

O teu estar que era longo,
O teu calor, meio tristonho,
O teu existir que viveu em mim.

E agora, não importa onde,
Por agora, não pensa “quando’s”
Sabe que te perdeu.

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Espaço Democrático nas Redes Sociais: quem perde e quem ganha com esse Projeto de Lei sobre Ponto Facultativo


Essa semana recebi uma imagem pelo WhatsApp, afirmando o que depois vi veiculado nesta matéria:

Vereador apresenta projeto de lei para acabar com pontos facultativos municipais

Fui ao perfil do vereador em questão, no Facebook: Fransuá Matos II ; e indaguei sobre a veracidade do conteúdo divulgado.

Após um tempo ausente – que figurou posteriormente como espaço para conseguir apoios – o vereador, que, foi meu colega em um órgão público até ser eleito, pos-se em uma postura vitimista de que estava sendo perseguido por legislar a favor da população, atacado, denegrido, etc.

Ora, acontece que em nenhum momento eu fiz isso. Mas expus necessidades mais urgentes como:

  • ação pública contra o aumento da energia (na maior bacia hidrográfica brasileira, portanto não afetada por problemas como a da bacia do São Francisco que afeta a produção de energia);
  • legislar a favor de assegurar que professores e alunos tivessem o direito de usufruírem da Educação em condições que assim o permitissem (e não salas com mais de 60 alunos, com professor dando aula em 3 turnos, com entre 6 a 9 turmas em cada turno);
  • fiscalizar o fornecimento dos insumos, produtos, serviços que garantam a saúde púbica;

só para elencar alguns pontos emergenciais em Manaus/AM.

Também falei da crise política no país, ao que fui redarguida que também na classe política há pessoas de bem que se esforçam para fazerem sua parte, então pedi que ele, explicasse a seus fãs enlouquecidos, que entre o funcionalismo público, comum, “orelha” há essas pessoas de bem, que fazem o seu trabalho apesar de todas as dificuldades.

Continuei sendo atacada, quando expus que não é só o Fundo Eleitoral do Congresso que afunda o Brasil, mas benefícios garantidos em Lei – a mesma Lei que é legislada por vereadores, deputados eleitos pelo povo para garantir o direito do povo, mas só respalda o benefício daqueles que a legislam – como o que o vereador Fransuá Matos (registrado como François) fez uso:

Ficar afastado das suas atividades laborais, COM VENCIMENTOS, ou seja, recebendo salário, enquanto trabalha em prol de si mesmo, em campanha eleitoral.

Mas, está na Lei, né?

Também ressaltei que, os serviços essenciais não são prejudicados pelo ponto facultativo, uma vez que, em decreto, são mantidos e, as horas de trabalho do ponto, seguem para banco de horas, ainda, conforme Decretos.

E que, o repasse de pagamento dos serviços prestados em um dia de ponto facultativo – enquanto a população “emenda o feriadão” – não cobre metade dos gastos só de energia para manter uma unidade de saúde simples, aberta e por isso mesmo os decretos dizem que se trata de economizar o erário público exercer o ponto facultativo.

Além do fato que um ponto facultativo, um “feriadão” proporciona ao setor terciário um ganho maior que um dia útil comum, portanto, quando não se permite que as pessoas utilizem estes serviços e consumam os produtos de sua oferta, está desalimentando um dos setores que mais cresce e proporciona emprego e renda! Isso sim é um desserviço à nação em um momento economicamente frágil e de crescimento em inanição. É uma ingerência, um belíssimo exemplo de como não ser um gestor competente.

Afinal, essa verba que falta, vem dos MEUS e SEUS impostos, que, surpreendentemente, funcionários públicos – PASMEM! – TAMBÉM PAGAM IMPOSTOS e UTILIZAM O SERVIÇO PÚBLICO!

Evoquei os leitores a perceberem que o verdadeiro inimigo, não são seus vizinhos cidadãos comuns, que, estatutários, parecem gozar de benefícios sem fim, porém em carreiras estagnadas, sem benefícios ou progressões (exceto no papel), comparado ao potencial de desenvolvimento que pode ter uma carreira no setor privado. Porém, cá estamos todos, empregados públicos e privados, pagando impostos, utilizando o serviço público e sofrendo com seu sucateamento.

Entre outros pontos que foram endossados por outras pessoas, o resultado foi:

O PERFIL SOCIAL FRANSUÁ MATOS II, DO VEREADOR FRANSUÁ MATOS, BLOQUEOU-NOS.

O que me leva a inferir que, quem está realmente aberto a um diálogo franco e interessado em ouvir todos os setores da população, não agiria dessa maneira.

Ainda em meus comentários, deixei claro e reitero nesse momento, que não tenho filiação política, partidária ou de qualquer associação, não tenho funções ou cargos acumulados, portanto, não percebo mais que meu salário e não tenho “rabo preso” com quem quer que seja para fazer uso do espaço midiático para denegrir ou atacar quem quer que seja.

Assim, manifesto que, como servidora pública, não tenho o menor problema em trabalhar em pontos facultativos, desde que:

  • o legislativo também o faça;
  • o legislativo receba salário e benefícios tal qual qualquer outro servidor público, ainda mais por não terem carreira como nós, estatutários, mas gozarem de 4 anos de exercício político;
  • que seja proposta Lei para extinguir verbas e benefícios como cartões, viagens, paletós, etc. (pagos com o erário público, nossos impostos);
  • que os salários sejam reduzidos ao que compete às atribuições.

O problema não são os pontos facultativos, o problema são os feriados que permitem os pontos facultativos, portanto, são eles que deviam ser extinguidos, e se interessa tanto ao vereador o bem público, que propusesse a extinção de feriados municipais, plausíveis disto.

Mas obviamente, todo mundo é capitalista e a favor do trabalho integral quando afeta os outros e não a si, né?

Não houve um manifesto dos empregados privados quanto a isso – já que querem se igualar ao desenvolvimento econômico do Japão, onde não há feriados -, mas com certeza se revoltaram com a Reforma Trabalhista e sua proposta de jornadas, turnos e salários, né?

Enquanto a população brasileira endeusar políticos e se ver de forma individualista e não como são: os verdadeiros afetados pelos interesses particulares destes senhores eleitos, não haverá união e nem vitória, nem progresso, nem ordem, nem um futuro onde valha a pena dizer: nasci brasileiro e sou feliz assim!

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Das 12h de Sexta às 12h de Segunda


Então lá estou eu novamente na nova drogaria, caminho da escola da minha filha. Tem o sorvete que ela gosta e me faz feliz agradá-la numa sexta-feira pré-feriado e de notícias não tão agradáveis para mim.

Pois eis que a fila estava lenta. Atribuí ao novato no caixa. Supus que estivesse em treinamento. A fila se arrastava. À minha frente um senhor com ralos cabelos brancos se negava a acompanhar a zumbimática velocidade da fila. Não encrenquei. Afinal, o máximo que poderia acontecer era o sorvete derreter. Não estava no clima de entrar em atrito.

Ele chega ao caixa. O atendente, muito atencioso diz:

“-Boa tarde senhor. Desculpe a demora.”

Faço minha parte e sussurro ao velhinho:

“- Diga que o senhor quer desconto pela demora.” e sorri. Ele sorri de volta e fica entre responder-me e responder ao caixa, que nervoso, olhava a cena.

Pois eis que o senhor José (depois soube seu nome), no alto da sabedoria de suas cãs, me diz:

“-Ele tem sorte. Hoje é sexta-feira e já passaram das 17h.”

Olhei curiosa. Ele se desdobrava em atender ao caixa e a explicar-me:

“-Quando eu ainda tinha cabelos e eles eram negros, eu decidi que das 12h da sexta-feira em diante, eu não me permitiria que, até certo nível, algo me aborrecesse. Também antes das 12h de segunda-feira, nada – até certo ponto – me aborreceria.”

Olhei-o meditativa:

“- Faz sentido o que o senhor disse. Vou tentar experimentar.”

“- É. ATÉ CER-TO NÍ-VEL!”

Movi os lábios indicando ponderação. Ele prosseguiu:

“-Se você deixa que algo o aborreça depois do meio dia de sexta-feira, você vai estragar o seu fim de semana (falava com um ar de quem lembrava quantos fins de semana perdeu por aborrecimentos). Também se deixa que o aborreça antes do meio dia da segunda-feira, a sua semana vai ser um terror. Então eu decidi assim.”

Quanto a mim, decidi ali que procuraria ouvir a sabedoria das cãs de “seo” José.

Vamos tentar?

 

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5a Crônica: O vizinho, parte II


Continuando a série “Era uma vez uma garota que como eu…CRESCEU!”, o quinto conto:

Fonte: 5a Crônica: O vizinho, parte II

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Quem cuida das mães?


Hoje conheci uma página do FB que fala de várias questões sobre como é ser “mãe solo”.
Lendo, fui obrigada a introjetar o olhar sobre algo fundamental que eu vinha ignorando há um tempo, “porque não tinha jeito”: Eu mesma enquanto mãe.

Divorciada desde que minha filha tinha 2,5 anos, com minha mãe (única parente e viúva) morando em outra cidade e a família paterna a uns 4mil km de distância, além do meu ex marido tendo ido morar com a nova família dele também a essa distância pouco tempo depois do divórcio, o único jeito era “dar meu jeito”, já que com a partida dele, feriados e fins de semana também ficaram para mim.

“Romancear” a vivência mãe e cria às vezes é um escape, porque temos que ver o melhor em todas as situações, ou o emocional fica crítico.

“Ah, então você ainda gosta do seu ex!” Não, idiota. Não se trata de gostar ou não do pai do seu filho, mas de reconhecer que ajuda é essencial, que a mulher-maravilha também teve ajuda nas batalhas e que o Super-homem sente falta dos pais e se apoia na Louis e que até o Batman tem o Alfred pra poder “dar conta do recado” todos os dias.

Esse papo de “ser forte/matar um leão por dia” e expressões do tipo, são muletas psicológicas para não cair no abismo da depressão.

Logo eu, que tive depressão pós-parto manifesta 2 anos depois, já que minha gravidez foi de altíssimo risco e passamos por todos os sustos, medos que se seguiram da gestação à UTI neo-natal, gerando traumas que passam até hoje de “frescura” para muita gente, lembro sempre nessas horas da frase da minha obstetra uma vez que fui olhada criticamente por passar à frente das outras pacientes ao chegar para consulta: “A única pessoa que sabe da sua história é você. Não ligue para o que os outros dizem”.

Uma outra questão para falar em outro momento é: “E quando quem ajuda mais atrapalha, fazer o quê?”

O fato é que – sem me delongar sobre o tema – às vezes, quem atrapalha é essencial para que possamos “respirar” um pouco.

Hoje eu acordei decentemente: Tive quem fosse comprar o pão. Algumas vezes postei no Facebook: “Às vezes, tudo de que precisamos é ter alguém que vá comprar o pão.” Porque é assim mesmo, às vezes o menor alívio, já é um descanso.

Minha mãe levou minha filha para passar o feriado com ela. Voltou ontem e hoje pela manhã, foi comprar o pão. Em parceria, eu preparei o café.

A vida é assim. Precisamos uns dos outros. “Morar só é legal, mas já experimentou ter alguém pra ir comprar o pão? ” podia virar um meme pró-mães e pais solo.

Às vezes é bom quem compre o pão, quem apague a luz, quem desligue o ar condicionado e te cubra com lençol, faça um caldo quando você pega um resfriado. E olha que eu sou aquariana do 2. decanato!

Tenho uma amiga capricorniana que já viveu essa experiência e sendo a filha dela mais velha que a minha, é um poço de sabedoria com toda sua racionalidade, modo prático e lógico e Deus foi muito bondoso quando me permitiu conhecê-la, porque nós que temos que exercer todas as funções da casa e da família precisamos da empatia que só quem conhece esse furacão, entende.

Vegana é a sua mãe , você não está só. Obrigada por me lembrar que eu também não e que eu tenho que parar para mim sim, tenho que encorajar minha filha sim e protegê-la também sim, tenho que ter coragem para aguentar o tranco e para pedir descanso sim, tenho que agradecer as empatias e amizades e toda ajuda sincera que chegue até mim, sim!

Às vezes, a maternidade solitária é uma escolha, às vezes acontece, às vezes explode na nossa cara nos privando de opções: Filho gerado, filho amado, filho pra criar.

Então, encerro com o que postei hoje na minha página no FB, mas não se preocupem, o tema é vasto e ainda há muito para ser dito:

Quando alguém quiser “dar palpite” na sua vida sem ter REAL preocupação com você, ignore. Não entre na faixa. Não compre a negatividade da criatura.
Só quem sabe da sua história é você.
Ame-se. O resto é caca de passarinho: Não tem como impedir de, voando, te acertarem. Mas tem como não deixar que façam um ninho na sua cabeça. 😉

Quer fazer uma boa ação hoje? Cuide de uma mãe. Se não conseguir, não critique. Às vezes o que temos é “só” cansaço, ainda que transborde amor.

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Meu irmão disse uma vez…


Relacionamentos fracassados, quem não os tem?

Particularmente, as regras sociais nunca foram muito claras para mim. Atribua ao signo ou atribua à mim, o fato é que o que está fora da franqueza, lealdade, justiça, honestidade, racionalidade, lógica, é incompreensível para mim.

Uma vez alguém me falou sobre as mentiras sociais, aquelas que “não fazem mal a ninguém” mas que se usa para se adequar a algum contexto: Não compreendo essa razão. Por que alguém se sentiria melhor com a mentira que cobre uma situação embaraçosa a descortinar logo a verdade e sanar o problema?

O fato é que eu não entendo porque as pessoas fazem jogos, enfeitam, criam uma ilusão quando podiam ser francas. Obviamente, se não consigo administrar isso na vida comum, não consigo nos relacionamentos.

Eu entendo que alguém precise de espaço (eu também preciso), eu entendo que as coisas possam não ser somente como eu quero/penso (isso também é óbvio e lógico), eu entendo o que as pessoas DIZEM e se não entender, aceito que não entendi e peço para explicarem. Não se trata de desafio, simplesmente meu cérebro opera cartesianamente.

Popper fala do falseamento da ciência, mas estamos baseados em premissas, sustentado por testes, claro que sempre haverá uma tendência do pesquisador, mas enfim… me dirão que a vida não é um laboratório.

Pois bem, certa vez depois de uma decepção amorosa, meu irmão disse: “Me preocupo cada vez que você termina com um cara.” Perguntei o motivo: “porque cada vez você fica mais fria, mais decepcionada e não vai ser mais como antes”.

Meu irmão tinha razão. Quando divorciei, sofri três meses e meio. Sete anos depois minha dor por uma decepção afetiva durava alguns dias. À porta dos 8 anos, dura algumas horas.

Por que levar mais tempo para esgotar as possibilidades a logo investigar as probabilidades de continuação?

Eu não entendo porque as pessoas gastam tanto tempo investindo na conquista para depois deixarem o troféu empoeirar jogado em um canto qualquer.

Sempre desconfie das pessoas que detonam as que já passaram na vida delas: provavelmente falarão também de você; provavelmente o problema é a pessoa mas ela jogará a culpa em você; provavelmente você também entrará para as estatísticas se aceitar se envolver.

Ainda não entendo os jogos se pode-se ser clara, direta, objetiva e sincera com o outro. Particularmente, talvez prefira não entender. Ou se aceita viver um cenário repleto de pequenas ou grandes mentiras ou… vive-se uma vida inteira, concreta, de verdade.

Eu tenho escolhido viver e provavelmente sou mais feliz assim que mediamente acompanhada.

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